Nesta quinta-feira, 27, a deputada estadual Linda Brasil (Psol) manifestou sua solidariedade à jogadora Tifanny Abreu, pioneira do voleibol feminino brasileiro, que teve a carreira ameaçada por uma regra que restringe a participação de mulheres trans no esporte feminino. A parlamentar cobra uma discussão séria, com atenção aos dados científicos e às regras aplicadas no âmbito esportivo que asseguram as condições de participação das pessoas trans nas competições.
“É importante dizer: existem estudos científicos sérios que precisam ser conhecidos antes que o debate seja reduzido a opiniões ou preconceitos. Sob o pretexto de proteger o futebol feminino, decisões como essa geram exclusão, ódio e preconceito”, discursou a parlamentar na tribuna da Alese.
De acordo com as informações compartilhadas pela parlamentar, uma ampla revisão sistemática publicada em 2025 na Revista Britânica de Medicina Esportiva, liderada por pesquisadores da Universidade de São Paulo, analisou milhares de participantes e concluiu que as evidências disponíveis não demonstram uma vantagem atlética universal ou significativa de mulheres trans em parâmetros como força e consumo de oxigênio após a terapia hormonal.
Para Linda, a questão tem sido usada para alimentar um debate ideológico e político que desumaniza a população LGBT+. “O que Tifanny passa não é uma discussão distante da nossa. Isso reflete, infelizmente, os desafios que enfrentamos em relação ao respeito à diversidade. Por isso, é tão importante construir políticas públicas que assegurem direitos e respeito à diversidade”, explicou.
A deputada Linda Brasil reafirma seu compromisso em continuar na luta pela garantia de direitos e pela ocupação de espaços pela população historicamente vulnerabilizada. “Nossa mandata, junto aos movimentos LGBT e de Direitos Humanos, seguirá vigilante na defesa desses direitos conquistados. Vamos seguir lutando por dignidade e respeito”, declarou.
Por assessoria






