Por Joedson Telles
Em boa hora, a Direção do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor) decidiu, na noite desta quinta-feira 8, enviar um ofício ao presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o conselheiro Clóvis Barbosa, solicitando que revele os nomes dos dois jornalistas, que segundo ele, são “pistoleiros intelectuais”.
Na mesma tacada, o Sindijor solicitará mais uma gentileza ao conselheiro presidente: que defina o que entende por “pistoleiro intelectual”. Que seja preciso como o Aurélio.
O presidente do TCE, ao ventilar a polêmica, não citou nomes, mas disse que junta as mentiras e baterá de frente contra a dupla em breve. Mas que dupla? Quem são? O que fazem para terem tão negativa fama?
O Sindijor acerta quando solicita a missa completa. Se existe profissionais com desvio de conduta ética e o conselheiro Clóvis Barbosa tem ciência disso, tem também a obrigação cidadã de prestar um excelente serviço à sociedade puxando as máscaras – e, obviamente, apresentando as provas irrefutáveis do que diz. Se, de fato, há jornalista se prestando ao papel abominável de semear inverdades, a Justiça precisa aguardá-lo ansiosa para chamar o feito à ordem. O bom jornalismo precisa e deve ser preservado.
Ao sonegar os nomes, no entanto, Clóvis Barbosa, querendo ou não, peca por colocar toda a categoria em xeque. E ele sabe que há muitas pessoas sérias no jornalismo sergipano. Comete uma grande injustiça. Há dúvida? É só inverter a história: imaginar um jornalista divulgando que no TCE/SE há um “pistoleiro intelectual, mas não revelar o seu nome.