Por Joedson Telles
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na videira; ainda que a colheita da oliveira decepcione, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas desapareçam do aprisco, e nos currais não haja mais gado, mesmo assim eu me alegro no Senhor, e exulto no Deus da minha salvação” – Habacuque 3: 17,18 (NAA).
É pedagógica – ou pelo menos deveria ser – a fé que o profeta Habacuque demonstra na bondade de Deus. É uma lição que precisa simbolizar as digitais de qualquer ser humano que tem o privilégio de viver em verdadeira harmonia com a vontade de Deus; e amá-lo mais que tudo.
Habacuque 3: 17,18 foca a destruição da economia, do meio de vida de Judá pela ação fria do exército inimigo babilônio. O contexto do livro evidencia a soberana justiça de Deus, que, após insistentes orações do profeta, por conta da quebra da aliança do Seu povo, da violência e apostasia resolve, Ele mesmo, Deus, punir os rebeldes pelas mãos de um povo mais ímpio ainda. Tudo para a Sua glória.
“Estou trazendo os babilônios, nação cruel e impetuosa, que marcha por toda a extensão da terra para apoderar-se de moradias que não lhe pertencem. É uma nação apavorante e temível, que cria a sua própria justiça e promove a sua própria honra” (Habacuque 1: 6,7, NVI).
Habacuque, que antes orou a Deus intervindo por Judá (1: 2-4), posteriormente, entendeu e ensina que, mesmo diante da destruição, mesmo quando não entendemos os planos de Deus, devemos, pela fé, acreditar e confiar que são os melhores. Ainda que a nossa mente humana e limitada não entenda como um problema, um sofrimento é o melhor para nós, precisamos ter fé na bondade de Deus. Ele é onisciente; nós não somos.
A alegria do povo de Deus jamais pode repousar nas circunstâncias, mas encontrar sentido sempre no próprio Deus. Ele é a nossa alegria. Fortaleza. Razão de existirmos. Pela fé, devemos aceitar quaisquer situações, mesmo que, aos nossos olhos, não pareça nada racional. “Deus sabe o que faz”, diz um lugar comum; que é perceptível também em toda a Escritura – e na própria vida.
Assim como os babilônios foram punidos depois – e a aliança entre Deus e seu povo restaurada e é eterna em Cristo Jesus -, Ele jamais deixará de ser o provedor. Tudo pela graça. Jesus não morreria no lugar do seu povo eleito para abandoná-lo depois. Pelo contrário: ressurreto, está sempre presente. “… estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos” (Mateus 28:20, NAA).






