Por Joedson Telles
“Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” – Êxodo 20:17 (ARA).
É difícil apontar um adulto que desconheça essa passagem do segundo livro de Moisés. Mas é fácil perceber que o texto não é levado a sério como precisa ser. Há até piadas sobre o último mandamento: “não desejar a mulher do próximo quando o próximo estiver próximo” é a mais conhecida.
Entretanto, há total razoabilidade na afirmação de que se cobiça o que é do próximo, mas se peca contra Deus. É contra o criador e sua soberania que se aponta a seta da rebeldia.
Deus é o provedor. E, se não chega ao chão uma folha de uma árvore sem a sua permissão, é óbvio que tudo que um homem tem está ligado à graça do Pai, que abençoa quem ele quer com o que ele quer.
Além disso, notemos que a cobiça sempre está atrelada a mais uma quebra de mandamento. Este pecado leva a outro; como, por exemplo, matar, roubar ou adulterar. Se os olhos forem maus todo o corpo será mau.
O teólogo americano Francis Schaeffer (1912-1984) ajuizou que “quebramos este último mandamento, de não cobiçar, antes de quebrarmos qualquer um dos outros. Toda vez que quebramos um dos mandamentos de Deus significa que já violamos este mandamento de Deus, cobiçando”.
Cobiçar nunca é bom. Aliás, o satanás cobiçou contra Deus é deu no caos que o mundo se encontra.
Já os mandamentos são princípios dados por Deus aos israelitas, para uma vida harmoniosa não apenas com o próximo, mas também com o próprio Deus. São válidos para todos nós também.
Jesus que não veio ao mundo acabar com as leis, mas ser exemplo de obediência a Deus até arrochou mais os mandamentos. “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração (cobiça), já adulterou com ela”, (Mateus 5:27,28, ênfase acrescentada).
Jesus prossegue: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo” (v. 21, 22). O Senhor sempre ensinando a teologia perfeita.







