Por Joedson Telles
O jornalismo político sergipano de luto. Familiares e amigos tristes, saudosos, atônitos… A passagem do jornalista Diógenes Brayner para outro plano espiritual, na noite da quarta-feira (24), aos 79 anos, abre uma lacuna irreparável.
A ausência do homem, do ser humano Diógenes Brayner, por questões óbvias, atinge fortemente quem nutriu sentimentos por ele. Quem se permitiu ser conquistado pela forma atenciosa (em muitos casos carinhosa) através da qual ele amealhou o carinho dos mais próximos. “Sergipe é pequeno…”, diz o lugar comum. Quem não conhecia os traços de Brayner?
Mas é no campo do jornalismo político que arrisco afirmar que ele deixa o seu maior legado. Um crítico pode até discordar do jornalismo feito por Brayner. Faz parte da democracia. Mas ninguém deve ousar não reconhecer o seu amor pelo oficio. A sua dedicação à labuta. Quantas vezes – suponho, mas a família, certamente, atestou in loco – Brayner escreveu a coluna política Plenário, postada no site Faxaju, em meio a uma guerra que travou com o câncer que o golpearia, nas últimas horas?
É razoável acreditar que sua força para, mesmo enfermo, escrever a coluna emergia da certeza de ser tomado por uma frustração de súbito, caso não conseguisse acompanhar o calendário. Atualizar a coluna parecia algo sagrado. E não estamos falando de um jovem, mas de um maduro jornalista, cuja idade já lhe permitia o merecido descanso oriundo da aposentadoria.
A propósito, a última postagem na mencionada coluna foi feita no dia 7 de março de 2026. O título: “Brayner cuida da saúde”. Há ainda uma curta nota explicativa.
“A coluna Plenário está em stand by em razão do colunista Diógenes Brayner está cuidado da saúde, e retorna o mais breve possível, com as águas de março e as mudanças partidárias”, lê-se no Faxaju.
Nem sempre os planos que todos nós fazemos na vida encontram harmonia nos planos de Deus, que tudo comanda para a sua glória. Brayner pensava em voltar ao trabalho. Nada que surpreenda, sobretudo em ano eleitoral. Mas Deus tinha uma pauta para ele no mundo espiritual. Quem sabe o privilégio de escrever uma coluna sobre a “política” do céu?








