Por Joedson Telles
“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam… ” – Mateus 6: 19 (NVI).
De forma açodada e equivocada, há quem entenda que o Senhor Jesus, nesta parte do Sermão do Monte, condenou todos os ricos; pregou contra a prosperidade. Mas não é isso. O dinheiro jamais será um motivo de reprovação na vida daqueles que sabem lidar com ele sem comprometer a vida espiritual.
Jesus não é contra quem tem dinheiro porque trabalhou, ganhou de forma honesta e gasta da forma certa. Ao contrário, o próprio Deus abençoa a vida financeira daqueles que Ele quer abençoar (Deuteronômio 28).
No entanto, o dinheiro começa a ser um problema quando afronta a vontade de Deus manifesta nas Escrituras. Jesus reprova o amor egoísta ao dinheiro; acumular por idolatria tesouros perecíveis.
Peguemos como bases dois mandamentos. O primeiro e principal (amar a Deus sobre todas as coisas) é totalmente negligenciado na vida de muitas pessoas. Deus “perde” o seu posto glorioso para o dinheiro. Embora nem sempre admitam, essas pessoas amam mais o dinheiro, lembrando de Deus apenas no momento em que esbarram num problema que o dinheiro não resolve. Normalmente, também não investem um centavo na propagação do Evangelho.
Comportamento parecido é visto com o mandamento do amar ao próximo. Para muitos, este sentimento existe apenas na teoria. É comum a mesma pessoa que esbanja, acumulando bens materiais perecíveis – e/ou prioriza cada vez mais engordar a conta bancária além do necessário -, não socorrer um amigo ou mesmo um parente que esteja enfrentando dificuldades financeiras.
O antídoto para este comportamento espiritualmente nocivo é ensinado por Jesus, em Mateus 6: 20. “… acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam”. Seguindo Cristo Jesus, observando e aplicando a Palavra de Deus, é a maneira pela qual o crente acumula tesouros no céu livre de traças, ferrugem e ladrões.






