Por Joedson Telles
Ao pegar mais firme no pé da Iguá e da Deso, prometendo fiscalizar mais de perto e cobrar soluções, o governador Fábio Mitidieri acerta na mosca. Sem serviços prestados com a máxima qualidade por parte das duas empresas, a conta não é atirada apenas no colo da população: Fábio é alvo de críticas pertinentes.
Como governador, Fábio tem a obrigação de agir para estancar o sangramento; e tem o mérito de não se esconder do problema. Promete reuniões a cada 15 dias para acompanhar tudo de perto.
O governador, obviamente, tem discernimento da necessidade coletiva do líquido. Também demonstra não esquecer que a Iguá entrou em Sergipe pela porta do seu governo. Fábio ainda tem ciência de que delegou o comando da Deso, mas segue como o maior responsável pelos erros e acertos.
O combo é vitaminado por reclamações dos que têm problemas com o abastecimento de água; e jogam tudo nas redes sociais e na mídia, promovendo, assim, o desgaste inevitável.
O governador Fábio Mitidieri, certamente, não tem dúvida de que essa grita de quem paga a fatura da água, mas não está satisfeito com o serviço será ecoada pela oposição contra o pré-candidato Fábio Mitidieri. Aliás, isso já vem sendo feito, mas as críticas serão mais duras, no momento oportuno.
Fábio tem a seu favor o discurso de que o problema é antigo, e outros governadores não resolveram. Ele, ao menos, teve a coragem de mexer na ferida. E, por isso, tem argumentos para rechaçar setas da oposição. O problema é saber se quem sofre com o desabastecimento de água vai se contentar com verbos, mesmo que abra a torneira, mas continue não vendo o líquido descer.






