Sergipe vive um novo ciclo de desenvolvimento econômico, impulsionado pela chegada de novos investimentos e pela expansão da produção de petróleo e gás. Para o candidato ao Senado Edvaldo Nogueira (PDT-SE), o momento representa uma oportunidade para ampliar a geração de empregos, qualificar profissionais e criar novas oportunidades para a população sergipana, garantindo que os avanços econômicos se traduzam em melhoria da qualidade de vida.
“Sergipe, a partir de 2030, vai virar um grande polo de desenvolvimento no Nordeste. O Sergipe Águas Profundas é um projeto de prospecção de petróleo e de gás que vai gerar, de 2030 para frente, mais de 26 mil empregos, um investimento de 72 bilhões. Então a gente precisa preparar o estado. Precisamos correr contra o tempo para preparar as universidades, e os cursos técnicos”, destacou.
O Sergipe Águas Profundas (SEAP), da Petrobras, prevê investimentos de cerca de R$ 60 bilhões, envolvendo as plataformas de petróleo e gás, que deverão produzir, juntas, 240 mil barris de petróleo por dia, além de aproximadamente 22 milhões de metros cúbicos de gás natural.
As projeções apontam ainda para impactos expressivos sobre a economia sergipana. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o projeto deve gerar cerca de 200 mil empregos diretos, indiretos e induzidos até 2035. No mesmo período, a atividade poderá representar R$ 53 bilhões em arrecadação e acrescentar até R$ 37 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) de Sergipe.
Qualificação profissional dos sergipanos
Para Edvaldo, a discussão sobre o novo ciclo do petróleo e gás em Sergipe precisa estar diretamente ligada à preparação da população. A chegada de grandes investimentos deve ser acompanhada por políticas que garantam a qualificação da mão de obra local, especialmente entre os jovens, evitando que as oportunidades sejam ocupadas majoritariamente por trabalhadores de outros estados.
“Quem vai ocupar esses 20 mil empregos? Os trabalhadores especializados. Então, nós precisamos começar a formar gente aqui em Sergipe. Com a chegada da Universidade Estadual, podemos formar gente para ocupar esses empregos, para dar perspectiva aos nossos jovens e aos sergipanos. A juventude muitas vezes tem que sair da sua cidade para ir para Aracaju ou até para outras cidades, porque você não tem desenvolvimento, não tem geração de emprego na cidade. Então é preciso incentivar isso”, afirmou.
A trajetória de Edvaldo na administração pública também é apresentada como referência para essa proposta. Entre as iniciativas realizadas durante sua gestão na Prefeitura de Aracaju está o Jovem Tech, programa voltado para pessoas de 16 a 29 anos, com 600 vagas e investimento de R$ 6,5 milhões em parceria com o Caju Hub, primeiro hub público de inovação da capital e responsável também pelo primeiro laboratório público de inteligência artificial de Sergipe.
Outra iniciativa foi a Escola Tech, que alcançou a marca de 25 mil notebooks entregues. Já a Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat) acumula mais de 30 mil pessoas qualificadas desde 2001.
“Precisamos formar jovens nas áreas de ciência, tecnologia e computação, para preparar a nossa juventude, dar esperança aos nossos que não podem ficar com a vontade de ir para outros estados arrumar emprego. Nós precisamos criar empregos de qualidade em Sergipe. A gente não pode ficar só com os empregos de menor qualidade para nós. Temos que botar emprego bom para o povo. Então o meu mandato no Senado vai ser para discutir projetos de desenvolvimento para o estado de Sergipe. E vou trabalhar junto com o governador Fábio”, declarou.
Desenvolvimento conjunto
Outro ponto defendido é o aproveitamento do gás natural como instrumento de industrialização. A proposta é ampliar a infraestrutura de distribuição, com tarifas e ramais que permitam levar o gás para áreas industriais também fora da capital, criando condições para a instalação de novas empresas e indústrias no interior.
O objetivo é fazer com que o ciclo de investimentos previsto para os próximos anos tenha impacto direto na vida da população, especialmente dos jovens, e contribua para que Sergipe não seja apenas um território produtor de petróleo e gás, mas também um estado capaz de gerar emprego, renda, indústria e oportunidades a partir de suas próprias riquezas.
“Vou trabalhar um projeto de desenvolvimento para o estado, junto com o governador, discutindo com os ministérios. Sergipe vai ser o maior produtor de petróleo e gás do Nordeste, mas esse gás não pode entrar num tubo e ir para São Paulo, para o Rio, e não ficar nada aqui. Então nós temos que criar um fundo, para evitar que as cidades parem de se desenvolver”, disse.
Foto: Ana Lícia Menezes






