O deputado estadual Georgeo Passos (Republicanos) apresentou Requerimento nº 06/2026 na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) solicitando que representantes do Governo do Estado prestem esclarecimentos sobre o monitoramento do fenômeno climático El Niño e seus possíveis impactos em território sergipano. A iniciativa busca ampliar o debate sobre a preparação do estado diante das alterações climáticas e as medidas necessárias para prevenir ou reduzir eventuais consequências.
No requerimento aprovado na última quinta-feira, 05, o parlamentar solicita o convite à secretária especial de Planejamento, Melina Neila de Oliveira Tavares, e à secretária de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas, Ingrid Cavalcanti Feitosa. A proposta prevê que as duas gestoras compareçam ao plenário da Alese, em data a ser previamente agendada, para apresentar informações técnicas e esclarecimentos aos deputados.
“O período de estiagem sempre foi preocupante no Nordeste. E, esse ano, os efeitos do fenômeno El Niño podem agravar ainda mais a situação em Sergipe. Por isso, é preciso que o governo desenvolva ações o mais rápido possível”, afirmou Georgeo.
A iniciativa do parlamentar ganha relevância diante das projeções climáticas para os próximos meses. De acordo com o boletim de outubro do Painel El Niño, elaborado por órgãos como INMET, INPE e Cemaden, o fenômeno poderá atingir intensidade muito forte, com previsão de chuvas abaixo da média em áreas do Nordeste e temperaturas acima da normalidade. Em Sergipe, os possíveis efeitos incluem redução dos índices pluviométricos, aumento da estiagem, impactos na agricultura e na disponibilidade de recursos hídricos.
Georgeo está buscando garantir transparência e ampliar o acompanhamento das ações governamentais, cobrando informações sobre o planejamento e as estratégias de prevenção. O parlamentar considera importante que a Assembleia Legislativa tenha conhecimento das medidas adotadas para proteger a população e minimizar possíveis prejuízos provocados pelo fenômeno climático, especialmente nas regiões mais vulneráveis do estado.
Por assessoria






