Por Joedson Telles
É evidente que qualquer cidadão é inocente até que provas irrefutáveis levem a Justiça a condená-lo. Do mesmo modo, não soa novidade que a temperatura tende a buscar as nuvens, em ano eleitoral.
Ressalvas feitas, penso que a denúncia sobre um posto de saúde, em Itabaiana, ter sido fechado, antes do horário habitual, e servidores ganharem às ruas incumbidos de pedir votos para o candidato Valmir de Francisquinho, precisa ser apurada pelos órgãos competentes. Não exagera a oposição quando ventila que o Ministério Público precisa agir.
Note, internauta, que só existem dois desfechos possíveis: a revelação de uma denúncia vazia e irresponsável ou uma denúncia grave que presta serviço ao coletivo e dá o tom da campanha.
Em sendo verdade, fechar o posto para fazer campanha não espelha apenas o uso proibido da máquina a favorecer o candidato da situação, Valmir de Francisquinho; o que já exigiria uma ação enérgica da Justiça, pelo evidente desequilíbrio provocado no pleito. Várias candidaturas já foram impugnadas por motivo similar, em outras eleições.
Mais grave que isso, entretanto, se a denúncia for sustentada em provas irrefutáveis, claramente, o direito de pessoas enfermas serem atendidas no citado posto de saúde estaria sendo reduzido. A suposta ação espelharia o pecado de colocar interesses políticos à frente de uma necessidade básica da população num momento de vulnerabilidade causado por alguma enfermidade.
Note também, internauta, que, se for comprovada, a denúncia estimula o cidadão e a cidadã de Itabaiana refletirem se a saúde pública seria, de fato, prioridade numa possível gestão de quem comunga com uma ação que em nada beneficia quem mais precisa.
A denúncia foi feita num programa de rádio, repercutida em outros veículos de comunicação e, creio, chegou não apenas à população como também aos órgãos criados para jogar luz sobre este tipo de caso. Agora é esperar o desfecho.






