Por Joedson Telles
“… não se preocupem com a própria vida…” – Mateus 6:25 (NVI).
O mandamento parte do Senhor Jesus Cristo e mira pessoas ansiosas. O Mestre sabe que uma mente tomada pela ansiedade, além de não resolver o problema do ansioso, pode agravá-lo. Aliás, acredito plenamente que o suicídio, o pior caminho que uma pessoa pode rumar, depois do inferno, sempre está atrelado à ansiedade.
A mensagem de Jesus é atual. A ansiedade é vista por muitos como o maior problema que acossa o ser humano, no presente século.
Nas primeiras linhas do prefácio do seu livro “Ansiedade (Como enfrentar o mal do século)”, o psiquiatra Augusto Cury registra que “vivemos numa sociedade urgente, rápida e ansiosa. Nunca as pessoas tiveram uma mente tão agitada e estressada”.
Como cristão, evidente que creio que o pecado sempre será o maior problema do homem, pois o afasta de Deus. Todavia, não subestimo o mal da ansiedade; seja antes do início de um simples jogo de futebol ou na espera do resultado da cirurgia de uma pessoa amada, a ansiedade faz várias vítimas. E se é um mandamento de Jesus, óbvio, que acaba sendo também um pecado.
Mas será que a ansiedade tem mesmo este poder dominador ou as pessoas se permitem ao mal? Creio que, se não fosse possível evitá-la, Jesus Cristo não exortaria. Ele é eternamente bom. Sábio. Jamais diria para não sermos ansiosos se não pudéssemos evitar.
Na verdade, o Mestre está exortando a fazer uma permuta sábia: descartar a ansiedade (por coisas materiais) e abraçar a Deus pela fé (apostando nas coisas espirituais). Confiar na providência divina. “Observem as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem armazenam em celeiros. Contudo, o Pai celestial de vocês as alimenta. Vocês não têm muito mais valor do que elas?” (v. 26).
Além disso, “quem, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?”, indaga Jesus. Obviamente, nenhum pecador.
Só Deus tem o controle de tudo; e isso nos transporta para mais uma exortação sábia do Mestre Cristo Jesus. “Busquem, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês” (v. 33 ).
A ideia, contudo, não é ficar de braços cruzados. É ir ao limite, para evitar aquilo que “traria” a ansiedade, e, então, repousar tranquilo nas promessas de Deus. Nos braços do Pai. É ter fé que Deus está no controle e tem sempre o melhor plano.






