Por Joedson Telles
“Senhor, meu Deus, se assim procedi, se nas minhas mãos há injustiça, se a um amigo retribuí com o mal, ou se saqueei. Ou explorei sem motivo o meu adversário, persiga-me o meu inimigo até me alcançar; no chão me pisoteie e aniquile a minha vida, lançando a minha honra no pó” – Salmos 7:3-5 (NVI).
Davi abre o salmo 7 fazendo mais um clamor a Deus; está sendo perseguido, como nos salmos anteriores. Ele sabe que o socorro de um piedoso vem do Senhor. Não tenta vencer os adversários com suas próprias forças. Age com fé. “Senhor, meu Deus, em ti me refugio; salva-me e livra-me de todos os que me perseguem” (v. 1).
Mas, voltando ao texto da abertura, podemos perceber que Davi demonstra outra confiança. Não é só em Deus que ele confia, mas também na sua retidão. Ele clama a Deus, como quem diz, “Deus, o Senhor tem ciência de que não fiz o mal aos que me acossam com intensões nada amistosas. Apelo ao Senhor, pois sou inocente. Confio no Seu julgamento”.
Ao comentar essa passagem, o teólogo reformador João Calvino (1509-1564) observa que “se pudermos levar à presença de Deus uma boa consciência como esta, sua mão mui prontamente se estenderá, para proporcionar-nos imediata assistência”. Numa frase conhecida: “Deus não abandona os Seus”.
O problema é levar uma vida ímpia, pautado pelo mundo, e não pela Palavra de Deus, e quando o problema bater à porta querer ter uma intimidade com Deus que nunca foi construída. Sem falar na boa consciência encontrada em Davi, no tocante à convivência com o próximo, que precisa ser apresentada diante de Deus, sobretudo no momento da oração.






