Por Joedson Telles
“Escutem, ó céus, e ouça, ó terra, porque o Senhor é quem fala: ‘Criei filhos e os fiz crescer, mas eles se revoltaram contra mim. O boi conhece o seu dono, e o jumento, o lugar onde lhe dão comida, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende'” – Isaías 1:2,3 (NAA).
Apesar de Deus honrar a aliança feita com Israel – o seu povo -, a rebeldia, a ingratidão, o desprezo ao Criador revelaram a infidelidade humana.
A libertação da escravidão no Egito foi facilmente esquecida pelos então escravos do Faraó, que passam a adorar outros deuses.
“Ai desta nação pecadora, deste povo carregado de iniquidade! São descendência de malfeitores, filhos que praticam o mal. Rejeitaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, voltaram para trás” (V. 4).
Sem fidelidade à aliança, Israel não desagradou somente a Deus: a relação com o próximo passou a espelhar a falta de justiça social, opressão aos mais vulneráveis.
O verdadeiro Deus, como sempre, é perfeito, ao fazer alusão ao discernimento dos animais em contraste com a falta de conhecimento daqueles que tentam desmerecê-lo.
Infelizmente, nem todos aprendem com a história; não são fiéis ao Deus que sustenta o seu povo com a sua providência. A alusão ao boi e ao jumento é super atual. É preciso conhecer a Deus de verdade.
Não basta não ser ateu ou agnóstico. Tampouco acreditar que Deus existe, mas não viver para glorificá-lo. Estar satisfeito porque memoriza e repete, mecanicamente, passagens bíblicas ou a oração do Pai Nosso também não resolve. Frequentar uma igreja – ainda que uma igreja séria – não é, necessariamente, a garantia do conhecimento de Deus.
O cristianismo é experiencial. Intimidade com Deus, mediante oração e leitura e aplicação da sua Palavra. Viver o senhorio de Cristão 24 horas por dia. Caminhar com o Espírito Santo pelo caminho da santificação. Isso é conhecer a Deus de verdade.
O fato de sermos limitados e Deus infinito torna conhecê-lo por completo uma missão impossível, é verdade. Mas precisamos buscar a santidade e conhecê-lo cada vez mais dentro dos nossos limites.
Deus se revela na sua criação, a natureza; e isso extermina quaisquer desculpas para não conhecê-lo. Da mesma forma, nos presenteou com as Escrituras e com a encarnação do verbo para sabermos qual a sua vontade a ser seguida. Não precisamos de outros deuses. Temos suficiência em Cristo Jesus (João 14: 9b).
“Deus é bom o tempo todo”, diz, com extrema felicidade, o personagem vivido pelo ator Denzel Washington, no filme “O Livro de Eli”. Desde que ainda esteja neste mundo, o ímpio conta sempre com a misericórdia e a graça de Deus, e pode se arrepender, e não perecer. Mas se persistir no pecado, a mão de Deus pesará sobre ele. Pode apostar.
“O Senhor diz: ‘Venham, pois, e vamos discutir a questão. Ainda que os pecados de vocês sejam como o escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, eles se tornarão como a lã. Se estiverem dispostos e me ouvirem, vocês comerão o melhor desta terra. Mas, se recusarem e forem rebeldes, vocês serão devorados pela espada; porque a boca do Senhor o disse'” (Isaías 1: 18-20).






