Por Joedson Telles
“… Tome o seu filho, o seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique‑o ali como holocausto em um dos montes que eu lhe indicarei” – Gênesis 22:2 (NVI).
O texto é clássico: Deus fala com Abraão e prova sua fé. E que prova; matar com as próprias mãos o filho amado. Sem dúvida alguma, é difícil até imaginar a cena, sobretudo quando este filho não deu motivos – se é que há motivos para a ação. Mas foi justamente a maior prova daquele que conhecemos como o pai na fé.
Abraão sequer questionou o motivo: obedeceu de pronto. Um ato de extrema fé para uns, mas de loucura e crueldade para outros.
“Então, Abraão se levantou cedo pela manhã e preparou o seu jumento. Tomou consigo dois dos seus servos e Isaque, o seu filho. Depois de cortar lenha para o holocausto, partiu em direção ao lugar que Deus lhe havia indicado” (V. 3).
A Bíblia revela que foram três dias até Abraão chegar ao local indicado. Certamente, tempo não faltou para que mudasse de ideia e desobedecesse a Deus. Mas ele sequer murmurou. Provava uma espécie de anestesia da fé. Em uma palavra: confiança.
Abraão confiava em Deus; e Este não lhe faltou. No momento da execução, através de um anjo, Ele diz para não matar Isaque. “Não estenda a sua mão contra o rapaz. Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não negou dar a mim o seu filho, o seu único filho” (V. 12).
A prova de Abraão é regra, jamais exceção. Evidente que Deus não voltou a exigir que um pai matasse um filho. Aliás, Deus permitiu a morte do Seu filho, Cristo Jesus, para salvar os eleitos.
Entretanto, o sentido da prova da fé de Abraão permanece vivo em todos nós. Diariamente, somos chamados por Deus para provar que o “nosso Isaque” não está ocupando o lugar de Dele; o número um na vida daqueles que, verdadeiramente, vivem pela fé.
Infelizmente, é notório que a idolatria persiste como pecado coletivo. Muitos reprovam no teste da fé. O lugar de Deus no coração do homem é ocupado “por vários Isaques”. A perda de um filho ou de outro ente querido, uma doença, o insucesso na carreira profissional, o amor não correspondido… São vários exemplos que revelam como se busca a felicidade na criação e não no Criador.
Óbvio que o mundo oferece também coisas lícitas. Não há problema em amar a família, valorizar a saúde, tentar construir uma carreira sólida na profissão abraçada… Mas Deus em primeiro lugar, sempre.
Assim como em outros textos das Escrituras, devemos aprender com Abraão a colocar o amor a Deus – e a obediência que prova este amor -, de fato, no topo e confiar.
Deus disse que por Isaque chamaria a descendência de Abraão (Gênesis 21: 12). Logo, é razoável acreditar que ele se agarrou à promessa, e tinha a certeza de que, se concluísse o holocausto, Deus ressuscitaria Isaque.
A história de Abraão é um convite à robusta fé na promessa de Deus de uma vida eterna e sem qualquer problema e em adoração. Não importam as dores deste mundo, pois essa vida dura menos que um segundo comparada à vida que Jesus Cristo assegura a todos os que creem nele como Senhor e Salvador.








