Por Joedson Telles
Pesco no programa Jornal da Fan a participação de ouvintes que se aventuram a ventilar opiniões sobre a construção de um cemitério no bairro Santo Antônio, onde funciona a TV Atalaia.
A ideia parte da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, que, se não é ouvinte do programa apresentado pelo jornalista Narcizo Machado, no mínimo, já foi informada por algum assessor ou aliado político de que sua postura transita na contramão.
Poucas vezes atestei (no próprio Jornal da Fan e em outras emissoras que tenho por hábito escutar) tanta rejeição. Os motivos são para todos os gostos. O alto valor da possível desapropriação, a possibilidade de deixar o trânsito caótico, a desvalorização dos imóveis próximos…
Obviamente que opiniões externadas numa emissora radiofônica – ou mesmo numa rede social – não têm o peso científico de uma pesquisa séria. Todavia, nem por isso, Emília deve subestimar o eco.
A prefeita está certíssima, quando decide construir mais um cemitério municipal, em Aracaju. Existe a demanda. E a maioria dos que a criticaram no Jornal da Fan entende isso; mas é contra o local escolhido.
Como a ideia ainda não vazou do papel, creio que Emília tem tempo suficiente para sepultá-la; encontrar outro local. Não seria razoável prosseguir no equívoco que, certamente, lhe traria muito mais desgaste político do que frutos positivos. Aliás, não soa exagero afirmar que o local escolhido asfixiaria a obra em si; no rádio, não há dúvida.






