Por Joedson Telles
Ao quebrar o silêncio, após perder a eleição para o governador Fábio Mitidieri, no último domingo 4, o então candidato Valmir de Francisquinho desafiou o deputado estadual Luciano Bispo para uma disputa eleitoral em Itabaiana. Demonstrando que ainda não digeriu a derrota, Valmir acerta o próprio pé, ao propor a briga interna.
Não é difícil deduzir que os 459.908 eleitores que votaram no ex-prefeito – ou pelo menos a maioria deles – esperam um Valmir mais estadual e menos municipal. As urnas deixaram em seu colo o papel de liderar a oposição ao governo Mitidieri, que tem mais acertos do que erros; e obriga, assim, a oposição a ter foco e qualidade.
Apesar de a vitória de Fábio ter sido incontestável (727.291 votos) – e com considerável diferença (59,27% contra 37,48%) -, Valmir só sai do pleito menor se ele mesmo o fizer. Se liderar uma oposição séria e corrigir erros da campanha, permanecerá como o principal adversário do grupo governista e estará, em 2030, fortalecido.
Poucos políticos disputariam a eleição 2026 contra Fábio Mitidieri e conseguiriam obter quase 460.000 votos. Definitivamente, é uma considerável fatia do eleitorado, sobretudo levando em conta, como já observado, a boa gestão do atual governador; e o fato de o grupo governista ser bem maior. Valmir não pode desprezar isso; e destruir os próprios méritos, mitigando sua participação política.
O desfecho da eleição sugere ao ex-prefeito de Itabaiana uma profunda reflexão para não repetir erros e chegar mais robusto à próxima disputa. Também cobra a grandeza de reconhecer que o momento é do adversário. O duelo foi travado nas urnas; venceu quem o eleitorado em sua maioria determinou soberana e democraticamente.






