Por Joedson Telles
“Volta-te, Senhor, e livra-me; salva-me por causa do teu amor leal. Quem morreu não se lembra de ti. Entre os mortos, quem te louvará?” – Salmos 6:4,5 (NVI).
O salmista expressa seu sofrimento físico e uma alma angustiada, no salmo 6. Não é detalhista, mas não esconde a urgente necessidade da intervenção da mão divina.
A história de Davi mostra que ele se reconhece um pecador. Entretanto, como um homem de fé, ele confia na graça de Deus, no amor do Pai como uma criança que busca os braços da mãe zelosa, ao primeiro sinal de perigo.
O crente que vive de forma, minimamente, diferente de Davi precisa desesperadamente da Bíblia, para reavivar a fé. Precisa valorizar com gratidão a história da redenção construída pelo amor de Deus.
O salmista respira essa gratidão, ao suplicar pela própria vida. “Quem morreu não se lembra de ti. Entre os mortos, quem te louvará?”, indaga.
A não devida atenção aos verbos expostos – ao contexto bíblico -, contudo, pode levar à confusão. Davi não indaga por cogitar que Deus precisa do louvor humano. Não, não. Ele sabe que Deus é – sempre foi e sempre será – completo, suficiente, glorioso em si mesmo.
O questionamento do salmista tem harmonia na necessidade que todos nós temos de adorar o Criador. Fomos criados para adorar, louvar e retribuir o amor de Deus por nós.
Não é fruto do acaso o fato de uma pessoa que não tem Deus em sua vida como objeto de adoração gastar o pouco tempo que tem aqui na terra adorando coisas materiais. Dinheiro, sucesso profissional, uma pessoa, política, futebol, bebida, carro, o próprio corpo… São inúmeros “deuses” a “socorrer” quem não tem o único e verdadeiro Deus dentro de si.
É óbvio que há várias coisas materiais que não são pecados. Não há colisão com as Escrituras. Mas precisam estar em segundo plano; primeiro Deus. O crente não vive para si, mas para refletir a glória de Deus para o mundo com sua vida piedosa (Mateus 5: 14-16).
Davi está certo. Qualquer pessoa precisa temer morrer sem Deus. Morto não pode adorar a Deus. Por isso que Jesus Cristo promete vida eterna em abundância – e somente nele, de fato, encontramos tamanha graça.






