Por Joedson Telles
“Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore” – Tiago 5:13 (NVI).
Longe de ser uma mera autoajuda, a oração correta parte sempre de alguém que, humildemente, admite a fraqueza diante do sofrimento e bate à porta certa: busca a solução em Deus.
A certeza de que o Criador sempre está no controle serve de combustível. Existe a fé sem a qual é impossível agradá-lo. (Hebreus 11: 6).
O mundo secular, no entanto, vai na contramão. Mesmo na dor, costuma dar de ombros aos que aconselham a prática piedosa. Zomba – e quando acredita em Deus é de uma maneira que, inconscientemente ou não, rejeita a intimidade com Ele, de acordo com a Sus vontade.
Respirando o ar científico e cercado de tecnologia, uma grande fatia da humanidade não tem uma aliança com Deus; e acredita que, simplesmente, não precisa ter. Desconhece ou ignora que, se não fosse a graça comum, pereceria, antes mesmo do juízo final.
Quando exorta a oração, entretanto, Tiago diz em negrito que não há outro remédio para quem está sofrendo, ou seja, nada que o mundo oferece resolve o problema – quando muito é um paliativo ilusório…
… As Escrituras não dizem que Deus assegura uma vida aqui na terra sem sofrimento. Aliás, o sofrer é imprescindível para o crescimento espiritual, pois ratifica a fé verdadeira. Também revela a falsa. É a melhor forma de o crente provar que confia em Deus, independente das circunstâncias.
“Podemos, então, rebelar-nos e viver essa experiência como algo totalmente negativo que nos causa dano e mutila nosso ser. Mas podemos também vivê-la como uma perda que pode levar-nos a assentar nossa vida sobre bases mais firmes. Jesus fala de uma poda necessária para produzir mais fruto”, observa o teólogo espanhol e católico, José Antonio Pagola.
O sofrimento, em sua forma integral, tem origem no pecado. Logo, todos sofrem (uns mais outros menos), pois todos pecaram, pecam e pecarão; e, assim, carecem da glória de Deus – como observa o apóstolo Paulo (Romanos 3: 23).
Entender isso nos deixa frente a frente com a inegociável necessidade de colocar em prática o arrependimento, viver o senhorio de Cristo e caminhar conforme a direção dada pelo Espírito Santo, principalmente na Palavra de Deus, em santificação. Eis o poder da cura espiritual.
Deixar para reconhecer a verdade somente quando o sofrimento estiver insuportável (e, normalmente, a dor tende a aumentar) não soa sabedoria, mas teimosia nada inteligente. Uma teimosia que pode prolongar o sofrimento num grau maior pela eternidade.






