Por Joedson Telles
“… e o morrer é lucro” – Filipenses 1: 21 (ARA).
Na semana passada, abordei, neste espaço, a primeira parte deste versículo da carta aos Filipenses – “… para mim, o viver é Cristo”. Sigamos, agora, na pegada do apóstolo Paulo em lucrar com a morte.
Punição pelo pecado, a morte é um tema complexo. Misterioso. Não tenho, portanto, a pretensão de esgotá-lo em um curto artigo. Aliás, creio que o feito não seria alcançado nem em vários livros.
Por ora, salientemos que há pelo menos três formas de encarrar a maior das rupturas: temer, ignorar ou apostar no lucro; assim como Paulo.
A primeira e a segunda formas, normalmente, dizem respeito àqueles que negligenciam o lado espiritual da vida. Têm tempo, por exemplo, para as redes sociais, mas não para Deus. Não vivem à luz das Escrituras. Não oram ou repetem palavras de forma mecânica. Não têm intimidade com Deus.
Apegados a coisas e/ou pessoas do mundo, não dão a Cristo Jesus o primeiro lugar. Planejam a vida, priorizando conquistas materiais – muitas vezes além das reais necessidades. Logo, a morte é o que chamam “estraga prazer”. Todavia, se não se arrependerem em vida – e passarem a viver Cristo -, serão condenados (Apocalipse 21: 8).
“O escapismo que leva o homem a fechar os olhos para a perspectiva da morte é tão estúpido quanto neurótico e desmoralizante”, observou o teólogo inglês e calvinista J.I. Packer (1926-2020).
Já aqueles que discernem a morte como lucro vivem Cristo pela fé. Estão convictos de que a sepultura, ao contrário de ser um final triste, é a certeza de o crente estar mais perto de Cristo. É o esperado dia: ser recebido pelo próprio Cristo para uma vida eterna no céu; sem pecado e sem os problemas oriundos deste. É a sonhada nova vida glorificando a Deus in loco.
Como remete Ditosa Cidade, um louvor de Shirley Carvalhaes: “… Veria anjos e querubins ali reunidos, cantando hosanas ao Rei. Breve este meu pensamento será realidade, pois pra lá voarei”. Não existe algo mais sublime. Paulo está certo; morrer é lucro.






