Por Joedson Telles
“… para mim o viver é Cristo…” – Filipenses 1:21 (NVI).
As palavras são do apóstolo Paulo, que está preso e algemado em Roma. Espera um julgamento que cheira a morte, justamente por pregar Cristo. Mas zero de arrependimento. A fé no Cristo ressurreto era seu combustível, ainda que a missão nobre atraísse sofrimento; como ele mesmo narra.
“… fui encarcerado mais vezes, fui açoitado mais severamente e exposto à morte repetidas vezes.
Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar. Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez. Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas” (2 Coríntios 11:23-28).
Até ser decapitado, essa era a rotina de um ser humano – como eu e você -, mas forjado na superação, para não permitir que a chama do cristianismo se apagasse. Paulo, de fato, viveu Cristo. Pregou Cristo. Sofreu por Cristo. Glorificou Cristo. Seu legado é o caminho para Cristo.
Excelente exemplo para todo cristão, o apóstolo abriu mão dos “prazeres” oferecidos pelo mundo, para fazer a vontade de Deus. Não estava na terra para “curtir a vida”. Tampouco lutou por dinheiro ou prestígio próprio. Sua alegria era dividir com o maior número possível de pessoas o privilégio de viver Cristo – algo que a cegueira espiritual continua não permitindo a muitos, que descartam o arrependimento e uma nova vida. O nascer outra vez da água e do Espírito.






