Por Joedson Telles
“Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más” – 2 Coríntios 5:10 (NVI).
Um olhar desatento para 2 Coríntios 5: 10 pode levar direto ao legalismo. Apesar de bíblica, a frase não deve ser interpretada fora de contexto. Isso pelo fato de não existir conjunto de obras perfeitas que assegure êxito no julgamento (Isaías 64: 6). Ninguém jamais conseguirá cumprir toda a lei. Cristo Jesus foi o único.
Aí o leitor indaga com razão: por que, então, Deus criou a lei; e seu Espírito registrou na Bíblia?
Primeiro, Ele tudo faz pelo conselho da Sua vontade; sem dever explicações. Segundo, das respostas dadas por teólogos, acredito ser a mais precisa o fato de Deus mostrar ao homem a sua incapacidade de, apenas com suas próprias obras, glorificá-lo (o propósito da criação) e vencer o pecado e a morte. Sem Deus, o homem irá padecer – cedo ou tarde. “Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos” (2 Coríntios 5: 7).
2 Coríntios 5: 10, no entanto, aponta para o fato de que qualquer cristão que busque uma vida piedosa não pode deixar de tentar se aproximar da perfeição espelhada por Cristo. Não chegaremos, evidentemente, nem perto do Deus filho, mas não podemos usar isso como desculpa para não tentar ter mais comunhão com Deus. Agradá-lo. Precisamos, então, das boas obras, neste sentido (Efésios 2: 10). Mas só as obras não respondem positivamente a qualquer intenção salvífica.
A boa notícia é que o mesmo Deus que entende a fraqueza humana conhece um coração quebrantado, que luta contra o pecado. Gracioso, Ele providenciou o melhor advogado do mundo, a saber, Jesus Cristo, para que possamos comparecer ao Tribunal Divino e não sermos condenados. As boas obras precisam ser sinais da fé em Cristo, sem a qual não há ação humana que assegure êxito na Justiça Divina.
P.S. Qualquer obra desagrada a Deus, quando o (a) praticante não vive, pela fé, o senhorio de Cristo Jesus ressurreto.






