Por Joedson Telles
A candidata Emília Corrêa pode estar planejando tentar ser eleita prefeita de Aracaju sem a necessidade de somar forças com a adesão de então candidatos derrotados no primeiro turno. Não descarto que esteja a povoar a sua mente que isso pode ser difícil, mas não impossível.
O juízo emerge a propósito de, entre outras falas da candidata, um pronunciamento que fez na Câmara de Aracaju, ao retornar ao exercício do mandato de vereadora, após licença não remunerada.
Ao externar que adversários mentiram durante a campanha, Emília reforça a tese de descartar entendimentos. Como não citou nomes, a leitura da conjuntura é o caminho para sabermos se a regra tem exceção. Dito de outra forma: Emília descarta todos os adversários do primeiro turno ou alguns deles?
Seria (será?) uma tática perigosa, mas que, por outro lado, não deixaria de ser também um ponto positivo no tocante à coerência. Emília bateu e apanhou. A presença de “ex-adversários” em seu palanque pode passar ao eleitor a ideia de que estão todos juntos e misturados no que a própria candidata definiu como “esquemão”. Aliás, os próprios adversários podem rechaçar uma aliança pelo mesmo motivo.
Sem falar que, como já registrei neste espaço, partidos como PT e Psol, num eventual acordo, tirariam votos por serem da chamada esquerda. Seriam peixes fora da água numa candidatura assumidamente bolsonarista. Não seria bom pra ninguém.
Se existir, o diálogo de Emília, paradoxalmente, será “menos difícil” com as governistas Yandra Moura e Danielle Garcia – mesmo havendo uma inclinação natural para ambas apoiarem o candidato Luiz Roberto; é difícil, mas não é impossível haver rompimento. A política é um jogo de interesses, e 2026 passa por 2024. Nada pode ser descartado. Mas, hoje, não soa exagero afirmar que Emília estaria mais para o isolamento.






