O secretário nacional de Finanças do PT, Márcio Macêdo, disse, nesta sexta-feira, dia 6, que tem “total discordância” com as declarações do secretário de Juventude do governo federal Jefferson Lima, que criticou o governador Jackson Barreto (PMDB) em decorrência da posição do PMDB a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
“Não concordo com as palavras de Jefferson Lima. Ele errou na forma e no conteúdo. Eu não concordo com a tese que ele colocou. Foi uma forma agressiva, que não reflete meu pensamento e nem da corrente que militamos, nem do PT. Foi uma posição inapropriada, ele se equivocou completamente nesta posição. A história do governador Jackson Barreto está relacionada às lutas democráticas do país. Em relação ao processo de impeachment, alguns governadores chamaram a atenção do país por terem posições contrárias dos seus partidos: o da Paraíba, Ricardo Coutinho, do PSB, e o de Sergipe, que é do PMDB, que saíram em defesa da democracia”, afirmou ele, em entrevista à rádio 103 FM.
Márcio Macêdo rechaçou que tenham tido qualquer influência sobre a declaração de Jefferson Lima. “Não tive qualquer participação nesse posicionamento. Tenho total discordância com o que ele falou. Sergipe inteiro me conhece, sabe do meu caráter e do meu comportamento, e por isso entende que eu não mando recados, não uso terceiros. Este não é o meu perfil. Eu não seria capaz de fazer este tipo de jogo”, pontuou.
Na avaliação dele, com a declaração do representante da Juventude tentou se criar uma “falsa polêmica” sobre o tema. “Tentam fazer uma luta política e ligar a declaração a mim. Não tenho nada a ver com isso”, reforçou. “Confesso que tomei um susto quando vi a repercussão da publicação de Jefferson Lima. Ele é um rapaz decente, é meu companheiro, milita na mesma corrente que eu, tem bom caráter, mas se equivocou neste processo”, disse.
Eleição em Aracaju
Questionado sobre a posição do PT em relação à eleição em Aracaju, Márcio Macêdo afirmou que ainda não há nenhuma definição sobre quem a sigla irá apoiar. “Não tem nenhuma definição. O PT vai se reunir nas suas instâncias, ouvirá os seus quadros políticos, para, nos fóruns adequados, decidir qual caminho vai trilhar em Aracaju. Teremos que decidir se o partido apoia o PMDB, com Zezinho Sobral, ou o PC do B, com Edvaldo Nogueira”, explicou.
O secretário de Finanças do PT lembrou que era favorável a uma candidatura própria, com Eliane Aquino, mas, diante da recusa da ex-primeira-dama, acha que o partido tem que se debruçar agora sobre que projeto, dos que estão colocados, é melhor para Aracaju.
“A corrente que eu milito está discutindo e amadurecendo a posição. Em breve, colocaremos nossa posição. Temos um respeito muito grande pela cidade. O PT tem uma história de amor com Aracaju. Com Marcelo Déda, o PT governou e mudou a face da nossa capital. Temos responsabilidade com o povo de Aracaju”, afirmou.
Impeachment e Cunha
Na entrevista, Márcio Macêdo também falou sobre a tramitação do impeachment no Senado e comentou o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal. Ele criticou o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB). “O relatório de Anastasia é torto e viciado. O próprio tucano cometeu, quando governador de Minas Gerais, as tais pedaladas, pelas quais ele acusa agora a presidente Dilma”, disse. O representante do PT disse acreditar que “o Senado vai ouvir atentamente as vozes contra o golpe e ter uma posição responsável com o país”.
Márcio Macêdo avaliou que a decisão do STF de afastar Cunha “abre espaço para questionar a sessão do impeachment realizada pela Câmara”. “Cunha foi o operador do golpe na Câmara, foi o instrumento para cometer o crime contra a democracia. A sessão do impeachment, comandada por ele, deveria ser anulada”, defendeu.
O petista ainda alertou para o pacote de ações que o vice-presidente Michel Temer poderá colocar em prática, caso assuma o governo. “O programa Ponte para o Futuro, do PMDB de Temer, retira direitos trabalhistas, prejudica os mais pobres, acaba com programas sociais. Teremos que lutar contra este golpe e impedir o avanço da agenda conservadora e das elites”, afirmou
Enviado pela assessoria



O senador Eduardo Amorim (PSC), que é membro da Comissão Especial do Impeachment, reafirmou, na tarde desta quinta-feira, dia 5, em contraposição à defesa do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que a verdade é que os fatos se impõem de maneira cristalina, tão óbvia, que qualquer argumento em defesa da presidente Dilma Rousseff (PT) soa como mero exercício de retórica. “Uma retórica vazia, esquálida, desprovida de qualquer substância”.


O deputado estadual Valmir Monteiro (PSC) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã dessa quarta-feira, dia 4, para repudiar os ataques preconceituosos proferidos por pessoas de outras regiões, em especial do Sudeste, contra Lagarto e o Estado de Sergipe, através de diversas redes sociais, por conta a decisão do juiz da Vara Criminal do município, Marcel Maia Montalvão, que essa semana determinou o bloqueio do aplicativo WhatsApp, por 72 horas, atendendo a um pedido da Polícia Federal, para pressionar a empresa a liberar informações sobre uma quadrilha de tráfico de drogas.
O deputado Laércio Oliveira (SD) é o novo presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados. Oliveira foi eleito nesta terça-feira dia 3. “Essa comissão tem toda a sintonia com o momento que vivemos hoje. Acredito que a comissão pode contribuir para o Brasil enfrentar a crise, ajudando a encontrar caminhos”, afirmou o deputado, acrescentando que uma das prioridades é fomentar o debate e dar enfoque ao setor de serviços, que representa 70% do PIB.