Por Joedson Telles
As imagens de manifestantes, alguns usando capuzes, apedrejando e pinchando a Empresa Multserv, na última sexta-feira, dia 31, chocam as pessoas de bem que abominam a violência. Mais que isso aterrorizam e remete à reflexão preocupante: se não houver uma punição dura contra os excessos, se a polícia e o governador Jackson Barreto, num gesto de omissão, lavarem as mãos, e impunidade for o verbete restará dúvida que o terrorismo estará convidado sob qualquer pretexto?
Da próxima vez que sentimentos forem contrariados, qualquer um mais afoito poderá, facilmente, se infiltrar entre os manifestantes e permutar pedras por balas de arma de fogo. Tinta por bombas. Exagero? Nada. É só lembrar exemplos de outros locais onde o terrorismo enraizou.
O que assegura que pessoas que deixam suas casas para destruírem o alheio, para protestar com pedradas, mesmo sabendo que podem machucar trabalhadores, não imaginarão uma violência ainda maior e danosa em nome do que julgarem correto para colocar em prática em novos protestos?
O episódio precisa ser encarado com a seriedade que requer. Há imagens gravadas que precisam ser repassadas à polícia. Uma cópia tem que ser entregue ao governador Jackson Barreto, que tem a obrigação de cobrar uma investigação rigorosa para que a impunidade não seja ferramenta pedagógica para novos casos de violência. Insisto.
Seria o absurdo dos absurdos esperarmos uma ou mais pessoas serem feridas – ou mesmo mortas, como já vimos em outros estados em situações parecidas – para se tomar providência. Lamentar depois do pior anunciado soa sempre cinismo. Sergipe não precisa caminhar neste terreno minado.
Não tem argumento no mundo com força para persuadir uma pessoa inteligente que – seja lá por qualquer motivo – justiceiros podem se permitir ao luxo de resolverem suas querelas à base da violência, colocando em risco a integridade física de trabalhadores. De pessoas de bem. Destruindo o patrimônio alheio.
Neste momento, nem vou entrar na questão que motivou a violência. Esse negócio de ideologia barata não justifica. É papo furado. Mas, no momento oportuno, volto a este espaço e externo sentimentos.
Neste instante, o foco é, até em nome dos manifestantes pacíficos, cobrar o uso da democracia sem agredir, sem desrespeitar. É implorar para que a impunidade não estimule novos casos de selvageria. E, sobretudo, alertar para a necessidade de se adotar medidas preventivas que permitam responsabilizar.
Entre tais medidas, creio ser imprescindível só legalizar manifestações cujos líderes sejam previamente identificados e alertados sobre a responsabilidade que assumem, de pronto, sobre quaisquer consequências de atos violentos praticados durante o protesto seja lá por quem for. Isso mediante ações cíveis e criminais.
Já pensou a condenação numa ação de dano moral para os líderes daquela baixaria violenta e repudiável que rolou sexta contra uma empresa séria que emprega inúmeros pais de famílias? Cadeia se for o entendimento jurídico? O recado seria dado e, em novos protestos, este tipo de gente pensaria duas vezes antes de transitar do que chamam ideologia para o que defino como baixaria selvagem.


Na noite desta sexta-feira 31, a prefeita Lara (PSC) deu o ponta pé inicial e a bola rolou pela primeira rodada do Campeonato de Futebol de Japaratuba 2017.
Militantes de todas as tendências do Partido dos Trabalhadores participaram de uma plenária, na noite dessa quinta-feira, dia 30, com a presença do senador Lindbergh Farias (PT/RJ), para debater os rumos e desafios do partido diante do atual cenário político nacional. O senador é candidato à presidência nacional do partido e esteve em Aracaju a convite do deputado federal João Daniel. Pela tarde, Lindbergh participou de audiência pública na Assembleia Legislativa, para debater a reforma da Previdência, em ato organizado pelo mandato da deputada Ana Lúcia.
Na manhã desta sexta-feira, dia 31, o líder do governo no Congresso Nacional, André Moura (PSC-SE), participou, convidado pela procuradora Lívia Tinôco e o prefeito de Estância, Gilson Andrade, de reunião na sede do Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE), para tratar da construção de aterros sanitários, que diminuem o impacto ambiental causado pelos lixões. O evento foi organizado em parceria com os prefeitos.