“Em tudo o que nos aconteceu, foste justo; agiste com lealdade mesmo quando fomos infiéis” Neemias 9:33 (NVI).
Não é tarefa fácil, na maioria dos casos, persuadir uma pessoa, em meio ao sofrimento, que ela própria plantou a semente do pecado e está a colher. A depender do grau da dor, é até cruel jogar em rosto a verdade.
Uma pessoa aflita por uma enfermidade, pela fome ou pela morte de um filho, por exemplo, normalmente, não quer verbos, mas soluções práticas.
Há pessoas que quando estão no deserto entram em depressão; cogitam o suicídio; jogam a culpa em Deus… No entanto, o desespero só pode ser vencido pela fé.
Neemias 9: 33 é pedagógico: temos um Deus bom e justo, o afrontamos com os nossos pecados e somos chamados ao arrependimento, na maioria das vezes, pela dor. Precisamos de um coração quebrantado para tocar o coração de Deus. Foi assim com Israel e é assim atualmente.
Além de Neemias, Abraão, Jacó, Davi, Paulo, Jó, Pedro e outros homens piedosos que estão nas páginas das Escrituras pecaram. Não foram perfeitos. Porém, todos se arrependeram e demonstraram confiança em Deus; obedeceram pela fé.
Assim como vemos nos exemplos bíblicos, precisamos, por mais difícil que seja, pela dor vivida, entender como eles que o nosso maior problema é a universalidade do pecado, que gera todo mal.. O mundo todo está contaminado e só o sangue de Jesus Cristo promove o livramento.
Você que fita este texto, estando ou não no deserto, a menos que viva sob o senhorio do Salvador, está condenado à morte – o salário do pecado (Romanos 6: 23), ou seja, o primeiro foco não deve ser a solução para o problema material, mas o arrependimento e a comprovação deste, vivendo em Cristo Jesus.
Pode não ser – e certamente não é – a mensagem que, na maioria dos casos, um pecador gosta de ler – sobretudo quando está sendo castigado por um problema. Mas é o remédio que precisa ser aplicado por todos que têm compromisso com o Evangelho. Mitigar o pecado e seus efeitos é teologia nociva. Não agrada a Deus.
P.S. Sei que o tema é amargo. Todavia, como cristão, tenho a obrigação de, no mínimo, tentar informar ao maior número possível de pessoas que o pecado é transporte para o inferno; e, como todos nós pecamos, temos a necessidade do Salvador gerindo as nossas vidas.
Modificado em 26/07/2026 06:54