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O comportamento cristão e as autoridades

Por Joedson Telles

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram estabelecidas por ele” – Romanos 13:1 (NVI).

Romanos 13: 1 é um texto sem rodeios. Vai direto ao alvo. Da mesma forma, parece-me uma das mais oportunas passagens para meditarmos em dia de encontro entre o eleitor e a urna de votação, como neste domingo 4 de outubro de 2026.

Num país onde político fazendo o contrário daquilo que em tese justifica a confiança do voto recebido soa a regra do jogo, é difícil fitar e aceitar, de pronto, Romanos 13: 1 sem fé, maturidade espiritual, confiança no plano divino. Político, geralmente, não passa credibilidade. Mas não esqueçamos: é Deus quem destrona e estabelece (Daniel 2:21 ). São eleitos os escolhidos por Deus para promoverem o bem. A justiça social.

Ao não se sujeitar às autoridades, leia-se ao Estado, além de contrariar a Deus, a depender do grau de rebeldia, corre-se o risco de uma punição.

Ainda estão vivas na memoria do brasileiro, acredito, as cenas e as consequências daquilo que ficou conhecido como “ataques do 8 de janeiro”.

Não há a mínima razoabilidade em conceber que uma pessoa que invadiu e depredou o prédio da Praça dos Três Poderes, em Brasília, aplica na própria vida a Palavra de Deus; teme a Deus. “… aquele que se rebela contra a autoridade opõe-se ao que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos” (Romanos 13: 2).

Otimista, creio que não teremos outras cenas tão assustadoras contra as autoridades (e contra o próprio país), independente de quem vença a eleição. Porém, vejo sentido em abordar o tema neste espaço por não faltar exemplos de afronta às autoridades, no cotidiano. Precisamos de uma aplicação de Romanos 13: 1.

No mundo contaminado pelo pecado, são casos e mais casos de  pessoas que não se sujeitam às autoridades. O condutor que pega o volante, após ingerir álcool, o empresário que sonega, a diarista que furta quem paga seu salário, o covarde que agride ou mata uma mulher, o insano que maltrata crianças, idosos ou animais, o elemento que aplica golpe pela internet, o ladrão, o assassino, o traficante, o pedófilo … Estes não tardam a provar a punição divina através das autoridades.

“… se você praticar o mal, tenha medo, pois a autoridade não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal” (V. 4b, grifo nosso). Também serão julgados por Deus em tempo oportuno. Se praticam o bem, no entanto, terão o respeito das autoridades, que agem em harmonia com a vontade de Deus. O bom governo focará sempre o bem coletivo (V. 4a).

No entanto, vale salientar que o crente não é chamado para endossar erros; pecados. A autoridade, se não agir em harmonia com Deus, se não operar conforme a vontade divina, dando o bom exemplo, sofrerá a devida punição; e, evidentemente, não deve ser obedecida (Êxodo 1: 17). O apóstolo Pedro exorta o mesmo (Atos 5: 29). A sujeição precisa ser, não por ter medo da punição, mas por consciência de estarmos fazendo a vontade de Deus.

 

 

 

 

Modificado em 04/10/2026 06:33

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