body { -webkit-touch-callout: none; -webkit-user-select: none; -khtml-user-select: none; -moz-user-select: none; -ms-user-select: none; user-select: none; }

O Deus independente

Por Joedson Telles 

“Quem primeiro me deu alguma coisa a quem eu deva pagar? Tudo o que há debaixo dos céus me pertence” – Jó 41:11 (NVI). 

Obviamente, é Deus, o Grande Eu Sou, quem assina os verbos bíblicos. Só Ele tem pleno poder, direito e condições para isso. Quaisquer juízos nesta linha seriam insensatos e tolos nos lábios de um pecador. Deus é independente e soberano; nós somos dependentes Dele e precisamos da Sua graça e misericórdia.

O teólogo calvinista Louis Berkhof (1873-1957), ao abordar os atributos de Deus, em sua Teologia Sistemática, salienta que Deus é auto existente. “Isto é, ele tem em si mesmo a base da sua existência. Às vezes, essa ideia é expressa dizendo-se que ele é a sua própria causa, mas não se pode considerar exata essa expressão, desde que Deus é o não causado que existe pela necessidade do seu próprio ser e, portanto, necessariamente. O homem, por outro lado, não existe necessariamente, e tem a causa da sua existência fora dele próprio”, disse Berkhof.

Por sua vez, o também teólogo reformado, Wayne Grudem, é mais direto. “Deus não precisa de nós, nem do restante da criação para nada; porém, tanto nós como restante da criação podemos glorificá-lo e alegrá-lo”, registra Grudem, na sua obra Teologia Sistemática ao Alcance de Todos.

Eis a verdade que, obviamente, não agrada ao ímpio. Tampouco ao crente modinha, que acredita, equivocadamente, que Deus homologa um pé na vida cristã e outro no mundo; e está sempre pronto, como um fiel mordomo, para atender qualquer petição.

Um Deus que joga em rosto que tudo lhe pertence e que não deve nada a ninguém, não é o deus que muita gente idealiza e acredita. Mas é o Deus da Bíblia. O Deus cujo plano perfeito é ser glorificado pelas suas criaturas que, em Cristo Jesus, e somente nele, são adotadas como seus filhos, passando da morte para a vida eterna.

É imprescindível a reflexão. Consertemos a ideia de a pessoa aceitar Jesus Cristo. O Mestre não anda a mendigar discípulos. “Muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mateus 22: 14).  Precisamos, na verdade, ser aceitos por Cristo. Necessitamos do Espírito Santo para a regeneração – e o primeiro passo é a consciência de que, como disse Grudem, Deus não precisa de nenhuma das suas criaturas. Mas nós precisamos Dele. A vida está em Jesus. (João 1: 4).

Modificado em 27/09/2026 05:27

Universo Político: