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Deus em primeiro lugar

Por Joedson Telles

“… ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e com toda a sua força” – Deuteronômio 6:5 (NAA). 

Qualquer abordagem feita ao texto Deuteronômio 6:5 com o mínimo de seriedade e preocupação pastoral tende a radicalizar. Expõe-se e não se permite margem para qualquer argumentação que minimize a importância de o crente jamais negociar o amor a Deus.

Orientado por Deus, Moisés ensinou aos hebreus a importância do maior mandamento; e Jesus Cristo reforçou e estendeu a mensagem a todos os povos (Mateus 22: 37, 38).

Entretanto, podemos atestar nas Escrituras que a idolatria sempre disfarça seu semblante, mas jamais deixa de ser a nódoa de uma parcela considerável da humanidade. Se o povo antigo venerava deuses de  pedra, de madeira ou de  metal, por exemplo, numa rebeldia sem medida diante do único e verdadeiro Deus, hoje não é diferente.

Substituir os deuses da antiguidade por idolatria ao dinheiro, ao sexo, à cachaça, à política, ao êxito de uma carreira, a um time de futebol… jamais deixará de ser uma forma de modernizar o pecado de tentar solapar a adoração devida somente a Deus. Ou seja, persiste a cegueira espiritual.

Deuteronômio 6:5, note-se, é uma espécie de farol cuja luz permite discernir a humanidade em grupos que apresentam comportamentos distintos.

Um desses grupos é caracterizado por não acreditar em Deus, mas respeitar a fé alheia – nada de zombarias, críticas, julgamentos. A pessoa não crer, mas não vê problema nos crentes; diferente daqueles que não acreditam e abrem uma “guerra” contra os que têm fé ( a intolerância religiosa, acho que os define bem). Há também quem acredite em “Deus”, mas demonstre desprezo. Como diz um lugar-comum, “nem cheira mal nem exala perfume”. Com certeza, não é o Deus das Escrituras.

Por outro lado, Deuteronômio 6:5 é visto pelo crente como uma exortação verdadeira. A fé em Deus oxigena a compreensão do texto sem questionamentos. Ele vai à igreja regularmente, lê a Bíblia e ora todos os dias, além de amar o próximo.

Existem, por fim, os crentes que vivem ligados na tomada, em comunhão com Deus o tempo todo. Eles fazem tudo que o crente do parágrafo anterior faz, mas não se contentam. Sempre querem mais de Deus. Este tipo de crente vive para a glória de Deus. Seu prazer está em, cada vez mais, conhecer a Deus e propagar Seu amor. Anseia por levar uma vida piedosa; santidade é o que procura. Este crente é consciente da sua fraqueza e da dependência do Espírito Santo para adorar a Deus como Lhe apraz. Eis a sua alegria: primeiro, Deus. Aliás, este crente discerne que fomos criados para adorar a Deus. O mundo é de Deus, o plano é o de Deus e somos de Deus.

P.S. O crente pode fazer um pequeno teste, para saber onde está enquadrado. Ele passa a maior  parte do tempo buscando conhecer mais de Deus, orando, lendo a Bíblia e bons livros de teologia ou navegando nas redes sociais? Tem ciência de que é um pecador e, logo, depende do perdão e da graça salvífica de Deus? Cristo é a sua referência? Tem certeza da necessidade de ser cheio do Espírito de Deus? 

Modificado em 01/11/2026 06:18

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