“Em seguida, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo Diabo” – Mateus 4:1 (NVI).
Nós, seres humanos, pecadores e limitados, temos o péssimo hábito de banalizar tudo; ou quase tudo. Nem sempre admitimos ou mesmo percebemos, mas a verdade é que não damos a devida importância, quando esbarramos em algo que deveria nos impactar verdadeiramente, ficar na mente e nos obrigar a reagir com ações proporcionais ao tamanho do problema que se apresenta.
Peguemos como base a violência contra as mulheres. A notícia de apenas uma vítima já seria o suficiente para parar o país. Mas não. “A regra” é receber a informação e logo esquecer o absurdo. Há açodamento no que jamais poderia ser esquecido com um toque de negligência. Aliás, arrisco a afirmar que parte dos que estão lendo este texto o considera sensacionalista. “Parar o país…”
Essa frieza que acossa sutilmente leva uma parte considerável da humanidade – inclusive pessoas que se esforçam para manter a moralidade intocável – a, sem ter a intenção, derrubar as barreiras e “permitir” que aquilo que parecia distante penetre em seu mundo e faça o estrago. Lamentavelmente, passa-se de espectador a protagonista. Em suma: o mal não é exclusividade de ninguém. Estamos expostos.
Essa cultura da vulnerabilidade obriga a todos nós a termos um olhar especial sobre Mateus 4:1. Uma reflexão. Vigiar. Se a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra espíritos imundos (Efésios 6:12), e o satanás tentou Jesus Cristo, o filho de Deus, não escaparemos enquanto estivermos neste mundo caído.
Mateus registrou que Jesus, antes de ser levado pelo Espírito para o deserto, foi batizado – e Deus Pai fez questão de não deixar dúvidas: estava com ele.
“Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento, os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele. Então, uma voz dos céus disse: — Este é o meu Filho amado, em quem tenho prazer” (Mateus 3:16,17).
É possível perceber neste texto do apóstolo Mateus que Deus permite as tentações na vida daqueles que Ele ama. O Seu imenso amor não significa uma vida sem provas. Jesus não precisava de testes, é óbvio. Mas o próprio Deus optou por dar o exemplo pedagógico. O Cristianismo não promete a exclusão das provas: ao contrário, a cruz é o símbolo de vitória (Lucas 9:23).
Modificado em 18/10/2026 07:37