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Prefeitura de Aracaju amplia combate ao Aedes aegypti

Mais proteção para a população e novas estratégias para enfrentar as arboviroses. Foi com esse intuito que a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), adotou a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) como mais uma ferramenta para conter a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A estratégia beneficia moradores de 10 bairros da capital, definidos a partir de notificações confirmadas das doenças e dos índices de infestação identificados nos últimos Levantamentos de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa).

As EDLs foram distribuídas nos bairros Santa Maria, Aeroporto, Farolândia, Luzia, Ponto Novo, Siqueira Campos, Getúlio Vargas, Cidade Nova, Santos Dumont e Bugio. Desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a tecnologia utiliza o comportamento natural das fêmeas do mosquito para ampliar o alcance do controle do vetor, levando o larvicida de pontos tratados para possíveis criadouros que não receberam aplicação direta.

A estação consiste em um recipiente plástico com água para atrair os mosquitos, revestido com tecido preto umedecido e impregnado com larvicida em pó. Ao pousar na superfície para realizar a postura dos ovos, a fêmea entra em contato com o produto, que adere às suas pernas e ao corpo. Ao visitar outros recipientes para colocar ovos, ela transporta as partículas e contribui para disseminar o larvicida em novos criadouros.

Segundo o gerente do Programa de Combate ao Aedes aegypti, Daniel Nunes, a estratégia amplia a capacidade de atuação dos agentes de saúde porque transforma o próprio mosquito em agente disseminador do larvicida. “A fêmea do Aedes costuma visitar diferentes criadouros e depositar poucos ovos em cada um. Quando entra em contato com a EDL, ela carrega as partículas do larvicida e as leva para outros depósitos. Dessa forma, os criadouros passam a funcionar como armadilhas para as formas imaturas do mosquito”, explicou.

A implantação das estações é acompanhada por meio do aplicativo Conta Ovos, uma plataforma digital da Fiocruz e que conta com supervisão do Ministério da Saúde. Ele serve para automatizar e otimizar a contagem de ovos do mosquito Aedes aegypti coletados em armadilhas (ovitrampas), reduzindo o tempo de trabalho dos agentes de endemias e gerando mapas de calor para o controle de vetores.

“Cada EDL é cadastrada com endereço e localização geográfica, permitindo o acompanhamento da estratégia pela Fundação, o Ministério da Saúde e Saúde do município. A expectativa, com a utilização da ferramenta, é contribuir para a redução da presença do vetor e no controle das arboviroses no território, conforme experiências anteriores relatadas através do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti, o LIRAa”, detalhou Daniel Nunes.

O gerente do programa reforça que, além das EDLs, a SMS já se mobiliza para adotar a utilização das ovitrampas como ferramenta de monitoramento da infestação. Estes dispositivos são compostos por recipientes com água e atrativo para os mosquitos, atualmente o levedo, além de uma palheta de MDF onde as fêmeas depositam os ovos.

“Enquanto a Estação Disseminadora de Larvicida serve para combater ativamente o vetor usando o próprio inseto para espalhar o produto larvicida em outros criadouros, a ovitrampa serve para monitorar e mapear a quantidade de mosquitos. Cada ovitrampa permite avaliar a presença do vetor em uma área de aproximadamente 50 metros”, observou.

As amostras são recolhidas pelas equipes e encaminhadas ao laboratório, onde os ovos são contabilizados. Os dados são registrados nos boletins de acompanhamento e posteriormente inseridos na plataforma Conta Ovos. “O monitoramento permite acompanhar a presença do mosquito de forma mais precisa e avaliar a resposta às estratégias adotadas no território. Com a combinação entre controle e vigilância, a Saúde consegue direcionar melhor suas ações de combate ao Aedes aegypti”, concluiu Daniel Nunes.

Responsabilidade compartilhada

Com a ampliação do uso das EDLs e o monitoramento realizado por meio das ovitrampas, a Prefeitura de Aracaju fortalece a vigilância e o controle do Aedes aegypti na capital. Entretanto, o combate ao agente transmissor da dengue, zika e chikungunya é um trabalho de responsabilidade compartilhada. A SMS orienta que a população mantenha caixas d’água tampadas, calhas e ralos limpos. Além disso, recomenda eliminar recipientes que possam acumular água e que permitam a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares.

Modificado em 18/08/2026 17:13

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