De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o de maior incidência em mulheres de todas as regiões do país. O relatório ainda aponta que, somente no ano de 2022, foram estimados 66.280 novos casos, o que representa uma taxa ajustada de incidência de 43,74 casos por 100.000 mulheres.
“A esses casos, somam-se 12.779 de câncer de colo de útero, cerca de 6 mil casos de câncer de ovário e quantidade próxima de casos de câncer colorretal em mulheres”, explicou o senador em um dos trechos do PL.
Por essa razão, continuou Carvalho, no mês do Outubro Rosa, é “fundamental que avancemos na prevenção e combate ao câncer de mama (e outras modalidades que acometem a população feminina)”. “Pois, de maneira geral, estima-se que 5 a 10% de todos os casos de câncer estão relacionados à herança de mutações genéticas2. Ademais, a história familiar de câncer é um fator de risco para o surgimento da doença”, pontuou.
“Assim, por exemplo, alterações em genes, como o BRCA1 e BRCA2, estão fortemente relacionadas ao aumento nas chances de desenvolver câncer de ovário e de mama”, detalhou.
*Mapeamento prévio com foco na cura*
Ainda dentro das justificativas apresentadas pelo senador, ele revelou que, atualmente, a medicina personalizada ou de precisão oferece a possibilidade de identificar, por meio de testes de DNA, a predisposição para desenvolvimento de alguns tipos de câncer, permitindo tratamento personalizado.
Além disso, ele acrescentou que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizo a realização de testes genéticos para verificação do risco câncer de mama hereditário no Brasil. “Alguns entes subnacionais, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Amazonas e Paraíba3 também têm realizado importantes avanços para disponibilizar, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a realização de exames genéticos em mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou de ovário”, disse.
“Dessa forma, é preciso nacionalizar a bem-sucedida experiência dos estados e dos planos de saúde, de maneira a ofertar exames às mulheres de todo o Brasil. Em importante audiência pública realizada na Comissão de Assuntos Sociais desta Casa, em 6 de novembro de 2018, enfatizou-se que o custo para o sequenciamento genético tem caído nos últimos anos”, complementou.
Ele finalizou reforçando que, no ano de 2003, o mapeamento do primeiro genoma humano foi orçado em US$ 100 milhões. “Já em 2013, o rastreamento de um tipo de câncer custava em torno de US$ 3 mil. Atualmente, gira em torno de US$ 1 mil”, expôs.
“Portanto, os testes de DNA possibilitarão a utilização de terapias-alvo para vários tipos de câncer, permitindo identificar o remédio certo para o paciente certo, reduzindo, efetivamente, os custos do sistema de saúde”, concluiu.
Enviado pela assessoria
Modificado em 26/10/2023 09:25