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Pesquisas que apontam Valmir liderando e as que garantem Fábio reeleito

Por Joedson Telles

Incomodo os meus botões: será que ainda tem eleitor que decide o voto guiado por pesquisas? Talvez, a resposta que mais se aproxima da razoabilidade repouse no fato de os políticos não apenas encomendarem os levantamentos, mas também na forma eufórica como ventilam os números favoráveis. Dito em poucas palavras: se não fossem úteis, as pesquisas já teriam sido banidas das campanhas.

Não haveria quaisquer indagações, se os próprios números não divergissem tanto de outros dentro do mesmo universo eleitoral.

Em solo sergipano, pegando como base as pesquisas para conhecer a intenção de voto para o Governo do Estado, é gritante que, ao contrário de oferecer uma orientação útil, sólida – uma pesquisa confirmando a outra -, há divergências consideráveis. A confusão está estabelecida, e o eleitor fica na dúvida: lidera Fábio Mitidieri ou Valmir de Francisquinho? E se outro nome estiver em primeiro lugar, mas as pesquisas não confirmam?

Há quem argumente que a diferença está na metodologia; e, assim, tanto as pesquisas que apontam a liderança de Valmir como as que dão a vitória a Fábio estariam corretas e merecem credibilidade.

Na ausência de todas as informações que envolvem o processo das pesquisas, não arrisco cometer o pecado de julgar os institutos.

Contudo, não podemos desprezar a opinião negativa de políticos e eleitores sobre os dados, quando estes não são favoráveis; persiste o lugar comum: há pesquisa para todos os gostos?

Volto aos botões: o que fazer, então? Bom, do jeito que a banda toca, abrir mão das pesquisas é dar ao adversário a vantagem de oferecer ao eleitor o levantamento que o coloca na liderança. Ao não divulgar uma pesquisa, o candidato respalda a que for divulgada pelo concorrente, mesmo que use a imprensa, as redes sociais, as ruas para desqualificar os números.

A solução, creio, seria uma lei que permitisse pesquisas somente para o chamado consumo interno ou definir uma metodologia uniforme em todos os detalhes e fiscalizar o processo com uma lupa, vetando a divulgação mediante o menor erro.

Ambas opções soam radicais, admito. Entretanto, acredito que seriam duas possibilidades (não as únicas) de termos pesquisas que não seriam colocadas em xeque com tanta facilidade.

P.S. Em tempo, analisar propostas e vida pública do candidato continua sendo a melhor forma de o eleitor decidir.   

 

 

 

 

Modificado em 26/08/2026 10:10

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