Época de campanha nas ruas, é trivial políticos prometendo até algo impossível de ser materializado. Existe a malandragem, que visa, exclusivamente, ludibriar o eleitor e pescar seu voto. Aliás, é por esta lente que o eleitor, em sua maioria, a julgar por manifestações nas redes sociais, enxerga determinadas promessas.
Todavia, há também a sinceridade do politico ancorada no sentimento coletivo de resolver um problema que parece crônico. Neste caso, a promessa é real e, sobretudo, oportuna.
Ao prometer lutar para ver aprovada uma lei que mantenha preso, enquanto tiver vida, o criminoso que assina um feminicídio, o ex-deputado federal André Moura, certamente, age em sintonia com a segunda motivação.
Creio que André Moura, assim como todo brasileiro que não passa pano em criminoso, está pensando na segurança que é preciso ser assegurada à mulher. Ele acredita na pedagogia de uma prisão perpétua, inibindo a violência. Uma aposta que o cidadão pensaria nas consequências do seu ato violento e recuaria, evitando novos crimes.
Evidentemente, a aprovação da lei e, obviamente, a sua aplicação não sepultariam a violência contra as mulheres como gostaríamos. Mas, sem dúvida, reduziriam os delitos; e acabaríamos com a reincidência – o que já seria uma vitória, levando-se em conta a atual situação.
Não soa exagero registar aqui que, no momento em que digito essas linhas, há mulheres na mira de criminosos; e outras viverão o mesmo drama, no instante em que você estiver lendo. É grave. Precisamos não apenas da lei defendida por André Moura como também de outras ideias que possam se somar à luta que precisa ser de todos.
Modificado em 25/08/2026 10:25