Por Joedson Telles
É Déda. Não somos senhores do nosso destino. A vida é de Deus e Ele a afina para tocar com o diapasão que Ele mesmo fabrica. De acordo com os seus planos e objetivos. Cabe a cada um de nós, pobres mortais, apenas ter fé. Orar. Acreditar sempre Nele – independente da situação. Estarmos conscientes da única verdade: Deus sabe tudo, e não sabemos nada. Vivemos pela sua graça e misericórdia. Só os tolos não admitem. Cuidemos, então, de executar da melhor forma possível a missão que Ele nos destina. Ele sabe tanto que somos falhos que escolheu nos salvar, não por obras, mas pela sua graça. Glória a Deus…
… Mas, Déda, quero usar estas linhas para lhe agradecer. Obrigado, Déda. Enquanto muitos políticos se acham estrelas, verdadeiros Cristianos Ronaldos, no momento que são abordados por um jornalista em busca de uma simples entrevista, esnobam mesmo, você nunca se furtou por máscara. Ou se escondeu por medo. Ainda que fosse para repercutir críticas ao seu governo vindas de adversários, você sempre foi receptivo, e atendeu a este jornalista com um sorriso nos lábios e um cumprimento carinhoso. A retórica ímpar não deixou nunca um adversário sem resposta. Às vezes falou antes do Flamengo, para quebrar o gelo. Aliás, somos tri campeões da Copa do Brasil…
Mas obrigado também, Déda, porque, enquanto muitos políticos não acreditavam na Internet, você fez o contrário: despachou por emails e criou uma conta no Twitter, valorizando, assim, rede, sites, blogs. O Universo Político.com, e este jornalista não seriam os mesmos num estado cujo governador só desse importância às mídias antigas…
Nos últimos anos, antes da provação que a vida lhe impôs, cruzei com Déda pelo menos duas vezes a cada mês. Além das entrevistas, quebrei o protocolo algumas vezes – algo que, dificilmente outro governador permitiria. Além de chamá-lo de Déda, quebrando a cultura de só chamar o chefe do executivo de governador, tomei a liberdade de oferecer-me para orar nele, quando a doença se manifestou. De pronto, Déda se levantou, fechou os olhos e permitiu que eu tomasse suas mãos e colocasse a minha mão sobre a sua cabeça para orar. Orei em voz alta. Coisa de cristão. E ele acompanhou tudo dizendo amém a cada palavra. Pô! Estava ali eu um jornalista orando num governador, tendo entre outras pessoas o secretário chefe da Casa Civil, Silvio Santos, como testemunha. Fiz meu papel de cristão. Deus mandou, fui…
Lembro também quando “apostei” com o amigo Givaldo Ricardo, assessor da Educação, que pediria o voto de Déda para Simone. E quebrei o protocolo outra vez: “Déda, você sempre pede voto, agora eu é que lhe peço”. E entreguei o santinho a ele. Déda fitou e disparou sorrindo: “Simone Gois. Estou precisando falar com ela”. E guardou o santinho. São pequenos gestos que tornam o ser humano grande…
… Orei e continuo orando por Déda e família. Até porque nunca enxerguei neste deserto apenas o governador, mas o chefe de família, o pai Marcelo Déda. O ser humano Déda antes de tudo. Mas, em meio às orações, sempre temos que saber que a vontade de Deus é soberana. Prevalece. E os seus planos nem sempre são os nossos. Estou triste. Assim como todas as pessoas que aprenderam a lhe admirar. Mas como cristão, jamais deixo de glorificar o nome de Deus em tudo.
Modificado em 02/12/2013 06:52
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