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O caso André Bomba e o perigo de se igualar

André: pagando pelo seu erro

Por Joedson Telles

O bombardeio de monstro pra lá, monstro pra cá, quando o assunto é o presidiário Marcos André Andrade dos Santos, 32, o “André Bomba”, que assassinou três pessoas com uma faca e tentou estuprar uma quarta, lembra aquela passagem bíblica de João 8:7, na qual Jesus manda atirar a primeira pedra na mulher flagrada cometendo adultério aquele que  nunca pecou. Não que, a exemplo da mulher, André seja solto e aconselhado a ir e não pecar mais. Nada disso. Cometeu três crimes bárbaros, tentou cometer o quarto e deve pagar na dureza da lei hospedado por muitos anos numa penitenciária de segurança máxima. A bíblia vela também a justiça constituída legalmente na terra.

Agora é, no mínimo, estranho ver pessoas de bem usando do sensacionalismo com essa história de mostro. A dívida que André contraiu tem altíssimo preço – seja nas mãos da polícia ou, sobretudo, de outros homens que também erraram e estão com ele, neste momento, na cadeia. Não é o bastante? É preciso mesmo pessoas de bem se arvorarem a justiceiras? Reprovar os crimes cometidos e querer justiça, o que é correto, é bem diferente de aproveitar o caso para extravasar o lado ruim. Revoltas e frustrações ainda que sem sentir o que se está a fazer.

A bíblia condena o julgamento. Diz que cabe ao Senhor. E a vida da voltas. Muitas. Será que nos vastos casos de homicídios noticiados o próprio André Bomba nunca chamou pelo menos um dos autores de mostro? Não se indignou? Será que teve misericórdia? E será que ali ele sabia o que lhe aguardava? A bíblia manda quem está de pé vigiar para não cair. Por mais assustador que seja, qualquer um corre o risco de passar pelo mesmo inferno que André passa agora.

Lembremos:  temos a cultura estrábica de acreditar que as coisas malignas só acontecem com o vizinho. Mas qualquer pessoa pode passar pelo mesmo, ao se afastar de Deus. E, às vezes, nos distanciamos do Senhor sem sentir, quando, por exemplo, esquecemos que ele mandou amar o próximo e riscamos a palavra compaixão do nosso dicionário. Melhor vigiar.

A prisão nunca é leve. Nem quando estamos no conforto do nosso quarto e bem acompanhados. Por melhor que estejamos, chega uma hora que queremos a liberdade das ruas. Imagine quem está entre inimigos sedentos por vingança e na condição de presa fácil (todos contra um) para todos os tipos de tortura sabe Deus por quanto tempo. A propósito, o portal F5 News mostra que ele já foi espancado pelos outros presos. Repito: André errou e tem que pagar mesmo. Não está em foco a sua soltura. Mas a forma como pessoas assumem o papel de juízes e até de Deus julgando. Aliás, Deus certamente julgará André quando achar o momento certo. A bíblia não lista entre os mandamentos não matar? Então, ele se acertará também com Deus.

Até lá, recorramos à bíblia mais uma vez: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão (Mateus 7:1-5). Em tempo, para Deus não há pecado pequeno e pecado grande, mas pecado.

Modificado em 06/02/2014 08:17

Comentários (2)

  • realmente precisamos fazer um alto analise de nó s mesmo pois quando achamos sermos os certos nao imaginamos que ainda habitamos numa terra e que precisams estar alicerçados NO SENHOR para nao cometermos erros