“Não se embriaguem com vinho…” – Efésios 5:18a (NVI).
O apóstolo grafou vinho, mas, obviamente, o mesmo vale para cerveja, whisky ou qualquer bebida alcoólica. Portanto, é bíblico: ninguém deve se entregar à cachaça, mesmo que isso eleve a ilusão da alegria ao topo. Os prejuízos não compensam.
A embriaguez é uma parceira histórica do homem em pecado, apesar de não servir de desculpa para erros dos mais variados; leva à dissolução, ao desregramento.
Entregues ao álcool, milhares de pessoas adquiriram enfermidades ou agravaram algumas já existentes. Pela mesma via, não faltam exemplos de falências, adultérios, destruição de famílias, violência doméstica. Aliás, bebida alcoólica tem dado coragem a muitos criminosos que praticaram o feminicídio.
Cheias de água que passarinho não bebe, inúmeras pessoas provocaram acidentes no trânsito, ceifaram vidas e, ou também morreram, ou estão encarceradas. Um combo de prejuízo irrecuperável, O ébrio, em suma, não é bem visto dentro da regra moral da sociedade.
O mais prejudicial, contudo, é o fato de um bêbado, por questões óbvias, não ter condições de orar e ler e meditar nas Escrituras, ou seja, o álcool em excesso o afasta de Deus (1 Coríntios 6: 10).
Entretanto, o conselho ou mandamento do Espírito Santo, através do apóstolo Paulo, note-se, não é radical. Não é dito abstinência total, mas não se embriagar.
Sem chegar à embriaguez, qualquer pessoa pode, perfeitamente, ingerir bebida alcoólica. Os pré-requisitos são ter vontade, dinheiro, saúde e disponibilidade de tempo.
Se não fosse assim, os teólogos mais preparados teriam muita dificuldade para fazer a exegese de João 2: 1-11. Tomamos ciência ali do milagre feito por Jesus, para não deixar os convidados de uma festa de bico seco. O Mestre não transformaria água em vinho, se beber moderadamente – mantendo a situação sob controle – fosse pecado. Jamais.
P.S. Dado à gelada (canela de pedreiro, de preferência), caminho para seis anos que não coloco uma só gota de álcool no organismo. Quero estar 100% lúcido, se Jesus voltar antes do meu prazo de validade expirar. Pela graça, retomei a vida cristã (João 3: 5,6); e preciso, por assim dizer, “tirar o atraso”, destinando o máximo possível do tempo que me resta, nesta vida, ao que edifica espiritualmente – oração, bíblia, livros de teologia… Tudo para a glória de Deus.
Modificado em 09/08/2026 07:19