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Edvaldo defende integração das forças de segurança e mais tecnologia no combate às facções

Candidato ao Senado, Edvaldo Nogueira (PDT-SE) defende uma política nacional de segurança pública baseada na integração entre as forças policiais, no uso de tecnologia, na valorização dos profissionais e no fortalecimento da cooperação entre União, Estados e Municípios. Para ele, o avanço das facções criminosas exige uma resposta coordenada e permanente do poder público.

Edvaldo destaca que Sergipe apresenta resultados positivos na área de segurança pública, mas avalia que o cenário nacional exige atenção diante da expansão das organizações criminosas. Segundo ele, o combate ao crime organizado não pode se limitar ao aumento de penas, sendo necessário ampliar a capacidade de investigação, prevenção e atuação integrada das forças de segurança.

“Sergipe vive um período maravilhoso na segurança pública, sendo o terceiro estado mais seguro do Brasil e primeiro do Nordeste. Mas o país está sendo tomado pelas facções criminosas. A solução não é só aumentar a pena, mas é também fazer um sistema integrado de polícia. Precisamos fazer essa integração, investir em tecnologia e pagar melhor os agentes de segurança”, afirmou.

Para o candidato, o crime organizado passou a atuar em diferentes setores da sociedade e da economia, tornando ainda mais necessária a articulação entre as instituições responsáveis pelo enfrentamento à criminalidade.

“O crime organizado deixou de ser apenas tráfico de droga. O crime organizado está, inclusive, no mercado financeiro. Na Refit, vocês viram o escândalo do Brasil com o crime organizado comprando postos, ameaçando, chegando, inclusive, ao mercado financeiro”, declarou.

Experiência de Aracaju
Edvaldo também utiliza sua experiência à frente da Prefeitura de Aracaju como referência para defender a integração das forças de segurança. Durante sua gestão, a Guarda Municipal atuou de forma articulada com as Polícias Militar e Civil, com investimentos em equipamentos, tecnologia e estrutura.

“Em Aracaju, quando eu era prefeito, todo o trabalho da Guarda Municipal era integrado com a Polícia Militar e a Polícia Civil. A gente diminuiu aqui roubo em terminal praticamente a zero. Quando eu cheguei em 2016, roubavam todo dia escola e posto de saúde. Um ano depois não tinha mais roubo, porque nós botamos câmera, associamos à Polícia”, afirmou.

Segundo Edvaldo, a experiência também envolveu a valorização e a preparação da Guarda Municipal. “A Guarda foi sendo preparada, eu fiz plano de carreira, aumentei e melhorei os equipamentos”, acrescentou.

Na avaliação do candidato, esse modelo demonstra que a combinação entre integração institucional, tecnologia e investimento pode produzir resultados concretos no enfrentamento à criminalidade.

Propostas para o Senado
Caso eleito, Edvaldo afirma que pretende direcionar recursos de suas emendas parlamentares para investimentos em segurança pública, especialmente em tecnologia e estrutura. Entre as medidas citadas estão a instalação de câmeras e de um cinturão de segurança no estado, além da capacitação dos profissionais.

“Buscar recursos através das minhas emendas para investir em tecnologia. Aumentar a tecnologia. Criar. Botar câmeras, o cinturão de segurança no Estado. Fazer treinamento da polícia. Fazer associação com as guardas municipais através de legislação e de incentivo, através de emenda parlamentar ou de recursos do governo federal”, explicou.

O candidato também defende a aprovação da PEC da Segurança Pública como instrumento para fortalecer a atuação nacional contra o crime organizado.

“Portanto, tem ideias e propostas, porque já fiz e vou levar para o Senado essas ideias. Vamos torcer para que seja aprovada o mais rápido possível a PEC da Segurança”, declarou.

Para Edvaldo, a segurança pública deve ser tratada como uma política permanente de Estado, com planejamento, integração e investimentos capazes de acompanhar a transformação da criminalidade.

Foto: Ana Lícia Menezes

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