“Os coveiros lidam com pessoas que estavam próximas de quem teve covid. E lidam também com o enterro da pessoa que morreu com a covid. Por isso correm muito risco. Já os garis não têm como higienizar as mãos a cada saco de lixo que pegam. Muitas vezes pegam um saco que se rompe, e estão sem máscara porque não aguentam correr duas ou três horas atrás de um caminhão de lixo. É compreensível que isso é difícil, e muitas vezes pegam num saco de lixo que está com uma máscara contaminada”, justificou o deputado.
Francisco Gualberto revelou que pensava em fazer Indicação à Secretaria de Estado da Saúde e buscar apoio dos colegas deputados para priorizar a vacinar para os trabalhadores desses dois setores importantes, no seu ponto de vista. “Que possamos analisar com carinho,,para que após a etapa das faixas etárias essas pessoas possam ser vacinadas”, disse.
Francisco Gualberto defende também, e pede o apoio da deputada Goreti Reis, vacinação para jovens com certas patologias ligadas a doenças mentais, como esquizofrenia, pessoas que têm convulsões, surtos psicóticos, entre outros problemas. “Essas pessoas não têm praticamente nenhuma imunidade, em função dos medicamentos que tomam. E por isso desenvolvem naturalmente obesidade, cardiopatia, diabetes, porque uma coisa vai levando a outra”, afirma o deputado. “Se essas pessoas forem infectadas, fica muito difícil imaginar um tratamento para alguém assim”.
Por fim, o deputado disse que irá conversar com os colegas do parlamento e buscar meios de ajudar os que mais precisam da vacina. “Faço essa colocação, mas sei que não temos vacinas suficientes para todos ao mesmo tempo. Mas é necessário que a gente tenha a sensibilidade de socorrer aqueles que correm o maior risco de morte, já que vivemos o período mais grave da pandemia no Brasil”.
Modificado em 13/04/2021 18:02