Como exemplo prático de que o modelo funciona, a equipe do candidato cita a experiência de Aracaju, atualmente a única capital do país a adotar, de forma estruturada e permanente, o cuidado psicossocial integrado à rotina das USFs. O programa municipal, batizado de PROAPS – Saúde Mental e instituído pela Portaria nº 372/2025, permite que pessoas com sofrimento emocional leve a moderado sejam atendidas já na atenção básica, com foco em acolhimento e escuta qualificada.
Os números reforçam o impacto da iniciativa sergipana: segundo dados do IDS Saúde Aracaju, o programa viabilizou mais de 32 mil atendimentos e cerca de 18 mil encaminhamentos à rede especializada ao longo de 2025. A capacitação de profissionais também foi ampliada — 170 profissionais de 50 unidades de saúde, entre USFs, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), receberam formação para identificar e acolher casos de sofrimento psíquico.
Para André David, iniciativas como essa demonstram que é possível descentralizar o cuidado em saúde mental e aproximá-lo da população, reduzindo a sobrecarga dos serviços especializados e agilizando o atendimento a quem mais precisa. A proposta do candidato é que esse tipo de modelo seja incentivado e replicado em municípios de todo o país, com apoio de políticas públicas e recursos federais voltados à atenção primária.
A pauta ganha ainda mais relevância no contexto do Setembro Amarelo, mês dedicado a ampliar o debate sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Para o candidato, oferecer escuta e cuidado logo no primeiro contato com o sistema de saúde é um passo essencial para salvar vidas e fortalecer a rede de proteção psicossocial no Brasil.
Texto e foto enviados pela assessoria/Foto: Italo Amorim
Modificado em 01/09/2026 09:55