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Alessandro defende coragem para enfrentar problemas e apresenta resultados de oito anos de mandato

O senador Delegado Alessandro Vieira (MDB) participou, nesta segunda-feira (31), do debate promovido pelo LIDE Sergipe com candidatos ao Senado. Dos nove candidatos convidados, apenas Alessandro e o ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) compareceram ao encontro, mediado pela jornalista Thaís Oyama. Diante de empresários e representantes do setor produtivo, Alessandro apresentou propostas para Sergipe e defendeu que a escolha dos próximos representantes do Estado no Senado leve em consideração não apenas promessas, mas capacidade, coragem para enfrentar temas difíceis e resultados comprovados.

Logo na apresentação, o senador utilizou os oito anos de mandato como sua principal credencial. Ele lembrou que chegou ao Senado em 2018 sem uma trajetória política tradicional, sem padrinhos e sem grandes estruturas, e afirmou que transformou a confiança recebida dos sergipanos em trabalho. “O único lugar onde Sergipe é do tamanho de São Paulo se chama Senado da República. Lá, nosso voto, nosso tamanho, é exatamente igual”, afirmou Alessandro, destacando que o Estado precisa ocupar esse espaço com uma representação capaz de defender seus interesses em Brasília.

O senador também destacou os investimentos realizados ao longo do mandato. Segundo ele, foram mais de R$ 1,1 bilhão destinados para Sergipe, com transparência na aplicação dos recursos. “Você consegue identificar cada centavo, cidade por cidade, linha de investimento por linha de investimento”, afirmou.

Saúde: “problema de gestão e de honestidade”

Ao ser questionado sobre saúde, Alessandro destacou a elevada dependência da população sergipana em relação ao SUS e citou a atuação do mandato na estruturação da rede de hospitais filantrópicos e na interiorização dos serviços. O senador afirmou que aproximadamente R$ 550 milhões foram destinados à saúde durante os oito anos de mandato e defendeu uma discussão mais profunda sobre financiamento, eficiência e gestão do sistema.

Para Alessandro, entretanto, o desafio não se resume à disponibilidade de recursos. “Nós não temos um problema de falta de recursos, propriamente dito. Nós temos um problema de gestão e um problema de honestidade”, afirmou. Ele também defendeu a atualização da tabela do SUS e ressaltou que, se o país deseja manter uma política de atendimento universal, precisa garantir os recursos necessários para sustentá-la.

Escala 6×1: posição favorável, mas com transição

Delegado Alessandro também foi questionado sobre a mudança da escala 6×1. Alessandro afirmou ser favorável à redução da jornada, mas criticou a tentativa de tratar o tema sem discutir os impactos econômicos e a desoneração da folha de pagamentos. “Quem quer ocupar um espaço como esse tão importante tem que ter coragem de enfrentar as coisas como elas são”, afirmou.

O senador defendeu uma transição mais longa e mecanismos de compensação para os setores afetados, especialmente pequenas e médias empresas. Para ele, a redução da jornada precisa ser construída com responsabilidade e diálogo com quem produz e emprega. Alessandro também criticou o uso eleitoral de temas complexos e afirmou que o papel de um senador é enfrentar as consequências das decisões, e não simplesmente buscar uma posição confortável diante do eleitorado.

Educação: próximo desafio é formar melhor os professores

Na educação, Alessandro destacou sua atuação como vice-presidente da Frente Parlamentar Mista de Defesa da Educação e citou investimentos no ensino médio, ensino superior e qualificação profissional, além da participação na construção do Pé-de-Meia.

Segundo o senador, o programa contribuiu para reduzir a evasão escolar, mas existe um desafio que ainda precisa ser enfrentado: a qualidade do ensino. “A gente tem que mexer nisso, porque hoje a gente está pagando uma bolsa para ter a permanência, reduzir a evasão — e funcionou —, mas a qualidade desse ensino não está acompanhando”, afirmou.

Como prioridade para um eventual novo mandato, Alessandro apontou mudanças na formação dos professores, com maior investimento em metodologias de ensino e qualificação profissional.

Defesa das mulheres e proteção de crianças

Ao tratar do combate à violência contra a mulher, o senador destacou sua atuação como relator do pacote antifeminicídio e os investimentos realizados em Sergipe na estrutura de atendimento às vítimas. Alessandro também lembrou sua atuação na criação de políticas de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, especialmente por meio do ECA Digital, de sua autoria.

Para o senador, o enfrentamento da violência exige mais do que simplesmente aumentar penas. É preciso atuar na prevenção, no atendimento às vítimas e na proteção de crianças e adolescentes em ambientes de risco.

Desenvolvimento: “quando você consegue colocar gente honesta na mesa, os problemas avançam”

Na discussão sobre meio ambiente e desenvolvimento econômico, Alessandro defendeu que Sergipe não precisa escolher entre proteção ambiental e geração de emprego e renda. Ao falar sobre o litoral sul do Estado, citou o avanço da regularização, do saneamento e da infraestrutura como condições para atrair investimentos respeitando os limites ambientais. “Quando você consegue colocar gente honesta na mesa para resolver esses problemas, avançam”, afirmou.

O senador defendeu ainda que Sergipe tenha representantes capazes de acompanhar discussões estratégicas em Brasília e de enfrentar decisões que possam afetar investimentos e oportunidades para o Estado.

“Não aparece por escândalo. Aparece por trabalho”

Na conclusão, Alessandro voltou a destacar o contraste que, segundo ele, deve orientar a escolha do eleitor: de um lado, a política baseada em promessas; de outro, uma trajetória que pode ser avaliada pelos resultados. “A gente tem hoje uma representação de Sergipe em Brasília que não aparece no jornal por escândalo de corrupção ou por coisas vexatórias. Aparece por trabalho, por resultado”, afirmou.

O senador também defendeu que os candidatos ao Senado sejam avaliados pela capacidade de enfrentar temas complexos e pela disposição de dialogar. Para ele, fugir dos debates ou recorrer a propostas inviáveis não contribui para solucionar os problemas do país. “Quem deve na Justiça, quem tem parceiros no crime, não consegue sentar numa mesa de relevo e discutir os problemas do Brasil, porque a discussão já começa viciada”, afirmou.

Ao encerrar, Alessandro fez um chamado à participação dos sergipanos e defendeu que a política precisa voltar a ser ocupada por pessoas dispostas a assumir responsabilidades. “Se as pessoas honestas pegarem realmente o destino do Brasil nas suas mãos, a gente muda esse país. Se as pessoas honestas preferirem ficar só no grupo da família no WhatsApp reclamando, nós vamos continuar afundando”, concluiu.

Por assessoria

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