Ainda de acordo com o advogado, o artista deveria ser preso em flagrante, mas como não houve a prisão, “é preciso instaurar um inquérito policial, apurar a conduta do rapaz e proceder com a punição devida, conforme legislação vigente”, explica. Armando Batalha Júnior relatou que esteve na delegacia do município e a polícia informou que as medidas legais já foram iniciadas para investigar o episódio.
O Festival de Artes de São Cristóvão (FASC) é considerado o maior evento de cultura e arte de Sergipe, porém a exibição dos órgãos sexuais no último domingo ganhou as páginas policiais dos principais meio de comunicação, especialmente pelo grande número de pessoas que assistiam ao show artístico. O fato ganhou maior repercussão depois que as imagens rapidamente se espalharam na internet. Diante do episódio, uma enxurrada de críticas foi disparada contra a organização do evento.
Na condição de ex-vereador de Aracaju e autor de um Projeto de Lei para proteção de crianças vítimas de violência sexual, Armando Batalha Junior, critica o silêncio da Prefeitura de São Cristóvão. “Lamentavelmente, o prefeito ainda não se manifestou. Sugiro, aliás, ele solicitar a devolução do dinheiro ao artista ou não pagar o cachê, se ainda não o fez, afinal não podemos tolerar um crime em local público com a presença inclusive de crianças na área do show”, lamenta.
Projeto de Lei em Aracaju
Em 2019 quando exerceu o mandato de vereador na capital, Armando Batalha Júnior apresentou um Projeto de Lei sobre políticas públicas de combate à pedofilia e à violência contra crianças e adolescentes no município de Aracaju. Na qualidade de advogado militante na esfera criminal, o ex-parlamentar demonstrou na época preocupação com o avanço de crimes desta natureza no país. “O fato em São Cristóvão não é mera coincidência. O artista praticou um crime contra adultos, idosos e crianças, inclusive, portanto ele precisa responder criminalmente pelos seus atos”, alerta.
Modificado em 06/12/2022 13:52