Por Joedson Telles
O advogado, que já pegou no pé do Corinthians pelo mesmo motivo, argumenta que, como empresa pública, a Caixa, ao estampar sua marca em uma camisa de um time de futebol, usa o dinheiro público em publicidade sem amparo no caráter informativo. O advogado usa como base o artigo 37 da Constituição Federal.
Aí eu pergunto: e quando a Petrobras patrocinou o próprio Flamengo e até um time argentino? Mudaram as regras? O pecado é antigo? Se argumentasse que a Caixa é um banco público é que não é certo usar dinheiro de vascaínos, tricolores, botafoguenses, entre outros torcedores, para reforçar o rival Flamengo teria mais sentido tentar impedir a parceria. Soaria mais democrático. Mas com argumentos pífios? Creio que, no fundo, o senhor Antônio Beiriz enxerga na polêmica a possibilidade de ganhar notoriedade.
P.S. Sou rubro-negro, mas sou também pela razão.