O Brasil não tem outro assunto: o senador Flávio Bolsonaro, que desembarcou nos Estados Unidos, nesta quarta-feira, dia 28. Grande parte dos jornalistas trata o caso como uma fuga do senador, temendo ser preso. Flávio é alvo de investigações, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão dos seus passaportes.
O senador, portanto, estaria temendo ser preso, mesmo não havendo mandado de prisão contra ele, mas sim uma medida cautelar para a retenção dos passaportes. Como advogado, ele deve saber onde a corda aperta.
Se não há provas irrefutáveis neste momento de que Flávio fugiu para não ser preso, o mesmo, contudo, não pode ser dito sobre uma fuga do papel que as urnas lhe deram, mesmo perdendo as eleições presidenciais para Lula, no último domingo.
Com 59.826.041 votos, Flávio Bolsonaro deixou as eleições com a chancela de grande parte do eleitorado para liderar uma oposição firme ao governo Lula. Mais que isso: sinalizou que ele é o pré-candidato natural para voltar a disputar a eleição para presidente, em 2030, representando a direita.
Todavia, que tipo de líder abandona os liderados? A não ser que estejam certos, os que afirmam que ele fugiu para não ser preso, Flávio não tem como justificar ter deixado o solo brasileiro, ainda no calor da derrota, sem explicar sua decisão. Nem agradeceu os votos.
Parece não haver dúvidas: estamos vendo, desde o último domingo, dia 25, para cá, o político Flávio Bolsonaro derreter. Já se fala que o papel de líder da oposição será exercido pelo governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ele, obviamente, também ganha força para disputar a próxima eleição presidencial.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, deixará de ser senador, em janeiro de 2027. Logo ali. Como se não bastasse a perda do mandato em si, privilégios desaparecerão; inclusive a imunidade. Isso é péssimo para ele.
Modificado em 28/10/2026 11:30