Com o tema “Cuidar da Vida: Ciência, Humanização e Esperança”, o simpósio reuniu especialistas de Sergipe e do Brasil em Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva (MICS), cirurgia robótica, cirurgia cardiovascular, anestesiologia, ecocardiografia, perfusão, cuidados pós-operatórios e outras áreas fundamentais para o sucesso de uma abordagem minimamente invasiva. Durante o encontro, foram discutidos avanços, novas tecnologias e experiências relacionadas à técnica, além de promover a integração entre médicos e equipes multiprofissionais. Realizado pelo Instituto de Educação e Eventos (IEC), o evento contou com apoio institucional do Cirurgia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e da Sociedade Médica de Sergipe.
Chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca do Cirurgia, Dr. Roberto Cardoso foi o responsável pela conferência de abertura do evento e destacou o protagonismo do HC na área e a qualificação da equipe. “O primeiro Simpósio de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva de Sergipe é apoiado pelo Hospital de Cirurgia, pioneiro em todos os procedimentos relacionados com a cirurgia cardíaca e não poderia ser diferente com a minimamente invasiva. O Cirurgia é único hospital no estado que faz esse tipo de procedimento com uma equipe extremamente capacitada e especializada para o desenvolvimento dessa técnica”, afirmou.
Para Dr. Roberto Cardoso, o objetivo agora é avançar ainda mais com a técnica em Sergipe. “O Hospital de Cirurgia, com o pioneirismo, quer agora expandir, crescer e ampliar para a cidade todo o benefício que hoje a gente presta para os pacientes do SUS que são atendidos no Cirurgia”, ressaltou.
Do pioneirismo à consolidação
A história da cirurgia cardíaca minimamente invasiva em Sergipe começou no Hospital de Cirurgia. Em 21 de dezembro de 2023, a instituição realizou o primeiro procedimento do tipo no estado. Na época, Dr. Wilson Felix era o único cirurgião habilitado na técnica em Sergipe. Em janeiro de 2025, o HC contabilizava dez operações e trabalhava para ampliar o número de profissionais habilitados. Hoje, são 52 cirurgias realizadas e quatro cirurgiões atuando com a técnica: Dr. Wilson Felix, Dr. Ivan Espínola, Dr. Rafael do Amor e Dr. Roberto Cardoso.
Diferentemente da cirurgia cardíaca convencional, que pode exigir uma incisão de até 25 centímetros e a abertura do tórax, a abordagem minimamente invasiva utiliza acessos menores. Em pacientes criteriosamente selecionados, proporciona benefícios como menor sangramento e dor no pós-operatório, redução do tempo de internação e recuperação mais rápida, favorecendo o retorno precoce às atividades cotidianas.
Desenvolvimento da técnica em Sergipe
Cirurgiã cardíaca do Hospital de Cirurgia e integrante da comissão organizadora do evento, Dra. Leila Nogueira destacou a importância do simpósio para o avanço da área em Sergipe. “O Simpósio Sergipano de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva é um marco no tratamento cardiovascular do nosso estado. A gente contou com o apoio institucional do Cirurgia para realização deste evento, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardíaca e da Sociedade Médica de Sergipe”, afirmou.
A médica também ressaltou a integração de diferentes áreas na busca por melhores resultados. “É de extrema importância a reunião não só de cirurgiões, mas de outras especialidades médicas e da equipe multiprofissional, para que a gente consiga cada vez mais melhorar o resultado da cirurgia cardíaca, comparando até com grandes centros mundiais”, acrescentou.
Cardiologia que atravessa gerações
A cirurgia minimamente invasiva se soma a uma trajetória de pioneirismo do Cirurgia na Cardiologia sergipana. Foi na instituição que ocorreram a primeira cirurgia cardíaca e o primeiro implante de marca-passo de Sergipe, além do primeiro transplante cardíaco das regiões Norte e Nordeste. O HC também implantou o primeiro Laboratório de Hemodinâmica do estado, realizou o primeiro cateterismo e iniciou a formação de especialistas por meio das residências médicas em Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular.
O Cirurgia é habilitado pelo Ministério da Saúde como referência cardiológica para o SUS em Sergipe e mantém estrutura para acompanhar o paciente em diferentes etapas do tratamento, com Serviço de Hemodinâmica, centro cirúrgico exclusivo para Cardiologia, UTI Cardiológica, unidade especializada no atendimento a pacientes infartados, ambulatório e serviços de diagnóstico.
Diretor Técnico do Cirurgia, Dr. Rilton Morais relacionou a participação do HC no simpósio à importância histórica da especialidade para a unidade filantrópica. “O Hospital Cirurgia é um dos apoiadores desse evento com muito orgulho porque um dos elementos principais do funcionamento do Cirurgia é a cirurgia cardíaca, é a cardiologia. Somos referência no estado, no Nordeste e no país nessas especialidades”, destacou.
Ao comentar a programação científica, Dr. Rilton Morais também ressaltou os valores que acompanham essa trajetória. “Tivemos uma apresentação de abertura do Dr. Roberto Cardoso, que é o chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca, onde mostrou não somente a ciência, mas a humanidade e o amor ao próximo, que são os grandes valores do nosso hospital”, concluiu.
Texto e foto enviados pela assessoria