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Um chamado ao amor fraternal

Por Joedson Telles 

“Seja constante o amor fraternal” – Hebreus 13:1 (NVI).

O cotidiano espelha com maestria o pouco – ou nenhum – amor que grande parte da humanidade nutre pelo próximo. Definitivamente, o que é um mandamento de Deus (Êxodo 20)  não é levado a sério. Amor soa palavra desgastada. Fora de moda. Descartável.

Não é mais exclusividade da mídia noticiar atitudes que jogam o amor na lata do lixo. Hoje, qualquer pessoa tem um aparelho celular pronto para registar provas irrefutáveis da ausência do nobre sentimento, que tem seu ponto máximo na obra de Cristo Jesus na cruz. Ele deu a vida por amor.

Chamo a atenção, por exemplo, para os casos de racismo e de violência contra as mulheres que as redes sociais tornaram conhecidos. Por mais que os do bem combatam com firmeza, lamentavelmente, novos casos afloram todos os dias. Mesmo com penas duras, não há o domínio próprio.

A falta de amor ao próximo é vista também na violência – física e verbal – que atinge crianças, idosos e pessoas especiais.

Há ainda atitudes inimagináveis. Na semana passada, um vídeo bastante divulgado nas redes sociais revoltou não apenas cristãos, mas qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade.

Nas imagens vemos uma jovem especial sendo retirada de uma residência, no município de Capela, por uma senhora e, literalmente, posta no que o lugar-comum define como “olho da rua”. Sem a mínima condições de sequer se mexer, a jovem permaneceu deitada num colchão sob olhares de curiosos, até ser acolhida pela polícia. Será que existe uma prova maior da ausência de amor?

A cena é tão forte, de uma desumanidade tão grande, que convida a pensar não apenas na punição que senhora merece, mas até em vingança.

Entretanto, descartemos a vingança; ela pertence ao Senhor (Romanos 12: 19). Não é essa a lição de Jesus. Ele nunca pregou que o amor fosse descartado. Mas deixou o exemplo do perdão. “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mateus 5:43-44).

Exercitar o amor, contudo, não é passar pano em racista, em quem bate em uma mulher ou em pessoas que maltratam outras em situações vulneráveis. Nada disso. “A César o que é de César”. A lei é para todos. Mas alimentar ódio no coração é se igualar a quem demonstra falta de amor.

Modificado em 01/03/2026 06:36

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