O encontro tratou das obras de micro e macrodrenagem em execução na Zona de Expansão da capital, com foco na compatibilização do empreendimento com a infraestrutura de esgotamento sanitário da região, de modo a evitar impactos ao meio ambiente e à população.
Durante a reunião, a conselheira Angélica Guimarães destacou a preocupação do Tribunal de Contas com a preservação do rio Vaza Barris.
“É um projeto que está sendo construído sem a devida adequação da questão do esgotamento sanitário. Por isso convidamos todos os entes envolvidos a participar dessa reunião, porque o que queremos é que seja realizado o esgotamento sanitário para não contaminar o rio, o que seria um prejuízo ambiental muito grande para toda a sociedade sergipana”, ressaltou.
O procurador Eduardo Côrtes avaliou positivamente o diálogo.
“Conseguimos construir um consenso no sentido de resolver questões relacionadas ao licenciamento ambiental da obra e também para o esgotamento sanitário da região. A partir daí os agentes envolvidos vão apresentar soluções, inclusive com projetos, para que possamos discutir e consensualmente encontrar um caminho que adeque o projeto em andamento às reais necessidades de esgotamento da região”, afirmou.
Ao final, ficou definida a realização de uma nova reunião, no prazo de até 30 dias, para acompanhar o andamento das medidas acordadas entre os órgãos e entidades presentes.
As discussões foram motivadas por apontamentos técnicos da Coordenadoria de Engenharia do TCE que identificaram riscos de incompatibilidade entre a drenagem e o sistema de esgotamento sanitário, o que poderia comprometer a eficácia da obra e ocasionar danos ambientais.
A conselheira relatora acrescentou que seguirá acompanhando e buscando soluções que garantam a efetividade do investimento e a proteção ambiental.
Do TCE/SE/Foto: Marcelle Cristinne