Esses dados, que consideram todas as fontes de renda do cidadão, como salários e benefícios sociais, também apontaram que o estado de Sergipe apresentou o 2º maior valor de rendimento médio mensal no ano de 2025 no contexto regional. A pesquisa também mostrou que 65,2% dos 2,3 milhões de sergipanos possuíam algum tipo de renda, o maior percentual da série histórica da Pnad Contínua.
Ao considerar somente os rendimentos derivados do trabalho, o rendimento médio em 2025 alcançou o seu maior valor desde o início da série, com R$ 2.855, e apresentou um crescimento de 14,7% em relação ao ano anterior.
“Esses resultados refletem a dinâmica econômica do estado e a ampliação das oportunidades. A pesquisa é importante para acompanhar a evolução da renda e orientar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento e à melhoria da qualidade de vida”, destacou a gerente de Estudos Socioeconômicos do Observatório de Sergipe, Michele Doria.
Índice de Gini
Calculado a partir dos dados obtidos pela Pnad Contínua, o índice de Gini é um indicador que visa medir a concentração de renda em um determinado território e que, quanto mais próximo de zero, indica menor desigualdade.
As informações divulgadas pelo IBGE apontaram que Sergipe obteve um valor de 0,532 no índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita. Já no rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todos os trabalhos, o índice de Gini foi de 0,536 no estado.
Dados do Bolsa Família
Em relação a 2024, a proporção de domicílios que recebiam rendimentos do Bolsa Família em 2025 apresentou uma redução de 3,6 pontos percentuais, saindo de 33,2% para 29,6%. O rendimento domiciliar per capita das residências que recebem o benefício em Sergipe em 2025 (R$ 658) representa menos de 30% do rendimento médio daqueles que não o recebem.
Foto: Arthuro Paganini