body { -webkit-touch-callout: none; -webkit-user-select: none; -khtml-user-select: none; -moz-user-select: none; -ms-user-select: none; user-select: none; }

Rogério critica relatório da CPI apresentado por Alessandro Vieira

Na manhã desta quarta-feira, 15, o senador Rogério Carvalho (PT/SE) concedeu uma entrevista ao Jornal da Manhã – 2ª Edição, da Jovem Pan, onde comentou o relatório final da CPI do Crime Organizado. Durante a conversa, o parlamentar criticou o parecer apresentado pelo relator Alessandro Vieira (MDB/SE), que foi rejeitado pela maioria, destacando incoerências e falta de consistência nas conclusões.

Um dos pontos levantados por Rogério Carvalho foi a ausência de nomes que, segundo ele, eram esperados no relatório final da comissão. “O relatório não trouxe nomes que eram esperados do crime organizado, pessoas que foram citadas em várias investigações. A gente esperava que estivessem entre os indiciados, mas simplesmente não apareceram”, afirmou o senador. “Compromete a credibilidade do documento e levanta questionamentos sobre os critérios adotados pelo relator na condução do parecer.”

O senador também criticou a inclusão de nomes que, segundo ele, não foram alvo de investigações no âmbito da CPI. “Apareceram como indiciados nomes que não foram citados em nenhum momento nas investigações da comissão. Isso demonstra uma incoerência grave e uma falta de conexão com o trabalho realizado ao longo da CPI”, declarou.

Em seguida, Rogério destacou que, em alguns casos, houve cautela seletiva. “Quando envolvia determinadas pessoas, o relatório evitava qualquer criminalização, mas em outros casos houve indiciamentos sem a devida caracterização de dolo ou responsabilidade objetiva”, completou.

Rogério Carvalho foi além e sugeriu que o relatório pode ter sido motivado por interesses políticos. “Pareceu-me uma espécie de vingança institucional, um relatório que não buscou aprofundar investigações, mas, sim, atacar instituições e pessoas”, disparou.

Com isso, o senador defendeu que, caso houvesse dúvidas ou indícios frágeis, o caminho mais adequado seria recomendar o aprofundamento das investigações, e não propor indiciamentos. “Se tivesse sido mais cuidadoso e sugerido o aprofundamento das apurações, o relatório poderia ter sido aprovado. Mas do jeito que foi feito, acabou perdendo credibilidade”, concluiu.

Enviado pela assessoria

Universo Político: