Roberto Silva apontou que o fim da escala 6×1 vai proporcionar ganho de produtividade para as empresas, ganho de saúde física e mental para a classe trabalhadora, além de ser um passo fundamental para o Brasil, pois vários países já implantaram jornadas de trabalho reduzidas permitindo que a população tenha direito a uma vida além do trabalho.
“O trabalhador precisa ter direito de descanso e de viver sua vida fora do ambiente de trabalho. Ter tempo para a família, para a igreja, para se divertir e recompor suas energias para poder trabalhar. Hoje a gente vive um cenário de adoecimento gigantesco no ambiente de trabalho, com doenças físicas e mentais. A necessidade de descanso é fundamental também para o aumento da produtividade”, observou Roberto Silva.
Sobre a rejeição das entidades patronais, o presidente da CUT-SE observou que se faz necessária uma compreensão macro do processo de redução da jornada de trabalho.
“Vários Países hoje têm jornadas de 36h e 40h. O setor empresarial está acompanhando como é que está se desdobrando esse processo de jornada reduzida com ganho de produtividade. Aqui no Brasil, já temos empresas cujo Acordo Coletivo de Trabalho já estipula jornada 5×2, 4×3. E são impressionantes os relatórios aos quais a CUT tem acesso, referente ao ganho de produtividade. Pois o trabalhador descansa mais, e quando assume o seu posto de trabalho, o ritmo e a produtividade dele é bem maior” explicou Roberto Silva.
Por assessoria