Participaram da reunião a coordenadora-geral do Procon Aracaju, Elaine Oliveira, que será a titular da Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (Sermulher); a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Luciana Ribeiro, e a psicóloga da Coordenadoria da Mulher do TJSE, Sabrina Duarte.
A prefeita destacou a importância do trabalho conjunto entre as instituições como caminho essencial para garantir mais proteção e apoio às mulheres. “Tivemos, recentemente, a aprovação da Secretaria Municipal das Mulheres, um projeto do Executivo, previsto no nosso programa de governo. E hoje, a gente já começa a movimentar, logicamente, a efetividade não só da secretaria, mas das políticas públicas. É isso que nós queremos e vamos trabalhar com essas mulheres que estão aqui. Todas têm interesse em diminuir a violência, que infelizmente é uma realidade”, disse Emília Corrêa. “Vamos romper o ciclo de violência contra as mulheres”.
De acordo com a juíza coordenadora Juliana Nogueira, o objetivo é tornar os grupos reflexivos uma política pública em Aracaju. Ela informou que o TJ já vem realizando a qualificação de pessoas para que comecem a realizar grupos reflexivos em todo o estado. “As políticas públicas não são formadas apenas por um órgão, por um ente. A gente está junto com o Ministério Público nessa política, com o Executivo, com o Judiciário, e mais do que isso, até com o Legislativo, quando vai formular essa lei, para que a gente consiga realmente formar grupos reflexivos no estado de Sergipe”, disse.
A futura secretária da Sermulher, Elaine Oliveira, avaliou o encontro como positivo. “Estamos startando verdadeiras políticas públicas para as mulheres aracajuanas, e nada mais justo do que vir aqui, juntamente com a prefeita Emília, para iniciarmos esse momento que vai mudar a realidade aqui de nós, mulheres de Aracaju, e para os homens também, porque vamos trabalhar toda a família”, disse, reforçando que buscará mais parcerias institucionais. “Nós vamos trabalhar com todas as secretarias. Esse é o intuito: unificar as forças”, frisou.
Patrulha Maria da Penha
Outro tema abordado no encontro foi a possibilidade de ampliar o acompanhamento prestado pela Patrulha Maria da Penha às mulheres em situação de violência. A proposta foi apresentada pela juíza Juliana Nogueira, que destacou a importância do trabalho realizado pela GMA. “É um serviço que realmente faz a diferença, mas ainda precisa alcançar mais mulheres. E isso só será possível com o reforço no efetivo”, afirmou.
Atualmente, a patrulha atende cerca de 50 mulheres, mas há previsão de ampliar esse número para 100. A prefeita Emília Corrêa afirmou que a gestão está comprometida com essa expansão. “Recebemos esse pedido com atenção e vamos trabalhar para viabilizá-lo. A realização de um novo concurso para a Guarda Municipal está entre os compromissos do nosso plano de governo e será cumprido”, garantiu.